O padrão para voltar à Série A nacional
Leia a coluna do Tom Barros
Terminado o Campeonato Cearense, a preocupação principal passou a ser o Campeonato Brasileiro da segunda divisão. A Copa do Brasil e a Copa do Nordeste são apêndices. No final do ano de 2026, se o Fortaleza e o Ceará não voltarem para a elite, nada feito...
A pergunta do momento é: com o atual padrão de jogo, os representantes cearenses na Série B terão condições de subir para a Série A? Na minha avaliação, ainda não. Mas há tempo para as devidas correções. Os concorrentes também estão em processo de transição, saídos dos certames estaduais.
Na Série B estão muitos clubes que já foram da Série A: América Mineiro, Avaí, Ceará, Criciúma, Cuiabá, Fortaleza, Goiás, Juventude, Ponte Preta, Sport de Recife e Vila Nova de Goiás. Teoricamente são times que estão mais ou menos na mesma faixa de produção.
Não será fácil chegar entre os dois primeiros colocados para garantir as vagas diretas. Há a opção de ficar do terceiro ao sexto lugar para disputar um cruzamento no estilo mata-mata. Ainda assim tudo será muito complicado também.
Exigências
No dia 21 de março, começará a Série B nacional. A tabela marca Ceará x São Bernardo no Castelão e Botafogo-SP x Fortaleza no Estádio Santa Cruz em Ribeirão Preto. De forma concreta, já a partir da estreia, será possível avaliar as exigências da competição de 2026.
Níveis
As dificuldades são previsíveis, mas os níveis variam de ano para ano. Isso é fácil de provar, através da pontuação das equipes. A pontuação para se classificar varia a cada competição. O que vale é bola rolando. Uma coisa é a tradição de uma equipe. Outra coisa, bem diferente, é a situação de momento.
Competição
Quatro dias depois do começo da Série B, haverá o início da Copa do Nordeste de 2026. No dia 25 de março, jogam Ferroviário x Fortaleza e Ceará x ABC. Vai ser uma mistura grande. Quem tiver elenco melhor e maior para rodar poderá tirar disso o melhor proveito.
Conta do chá
Quem tiver elenco limitado sofrerá muito na hora da definição. As substituições não acompanham o padrão do time principal, resultando quase sempre em queda de rendimento. No Clássico-Rei passado, as substituições no Ceará não surtiram efeito. O Ceará caiu de produção na fase final.
Conclusão
Os desafios estão chegando em bloco. Segundo o ditado popular, tudo demais é veneno. A mistura das competições chega a confundir o torcedor. Mas os nossos representantes terão de priorizar o que consideram ser mais importante. Para mim, sem dúvida, a prioridade é a Série B nacional. O resto é apêndice.