O melhor jogador da Copa do Mundo
Leia a Coluna deste sábado (11)
Cada torcedor, certamente, tem a sua opinião sobre destaques do futebol mundial. Mas, em Copas do Mundo, há algo muito especial. Eleger o melhor é tarefa mais complicada, mais difícil. Afinal, são muitos craques ao mesmo tempo. Pinçar dali o melhor requer excelente apuração.
Ainda faltam os jogos das semifinais e o jogo final, mas já tenho em vista o meu eleito. Aquele que ungi desde os primeiros jogos. Não é Lionel Messi, não é Kylian Mbappé. Trata-se de um jogador que tem quatro cidadanias: Michael Akpovie Olise (francês, inglês, argelino e nigeriano). Um craque do mundo.
A leitura de jogo que ele faz é perfeita. A arte de criar nasce de seus pés. Seus passes parecem medidos por trenas digitais. Inversões de jogo que tiram de tempo os adversários. Tem um pouco de Didi, o “Folha Seca”; e um pouco de Gerson, o “Canhotinha de ouro”.
A França segue favorita. Tem méritos: craques, conjunto, velocidade, qualidade técnica. Se não houver uma zebra, ganhará o título. E o maestro da equipe, a meu juízo, é Olise. Luz que ilumina os caminhos franceses.
Outros
Sei que outros jogadores estão se destacando também. Messi e Mbappé sempre serão citados. Esses dois aparecem mais porque são goleadores. É o caso também do norueguês Erling Haaland, carrasco da Canarinho. Enfim, o julgamento individual reflete a liberdade que o torcedor tem para, a seu modo, avaliar.
Mestre
O brasileiro Waldir Pereira, o Didi, foi notável meia, bicampeão do mundo pelo Brasil em 1958 e 1962. Na Copa de 1958, ele desfilou na Suécia a grandeza de sua arte: a classe, os passes perfeitos, a elegância. Foi eleito pela FIFA o melhor jogador da Copa de 1958. Ele foi o inventor da “Folha Seca”.
“Folha Seca”
Didi marcou um golaço, de “folha seca”, contra a França, na semifinal da Copa da Suécia. Assombrou os europeus. A folha-Seca, que ele inventou, consistia em bater na bola, com o lado externo do pé, de modo a fazê-la girar sobre si mesma e modificar a sua trajetória. Dava um efeito inesperado de queda da bola”.
Meus escolhidos
Lembro de alguns que escolhi: Copa de 1962, Garrincha; 1966, Eusébio da Seleção de Portugal; 1970, Pelé. 1974, o holandês Cruyff; 1982, Paolo Rossi.1986, Maradona; 1994, Romário. 1998, Zidane. 2002, Rivaldo; 2010, Iniesta; 2014, o alemão Schweinsteiger; 2018, o croata, Luka Modric; 2022, Lionel Messi.
Conclusão
No tópico anterior, citei as minhas escolhas sobre os melhores das Copas do Mundo. Fiquei na dúvida sobre o melhor da Copa de 2006. Na atual Copa, já antecipei: é Olise, da França. Posso até modificar a minha escolha, se alguém for muito melhor e surpreender nos jogos que faltam. Mas acho muito difícil alguém superar Olise.