O Fortaleza vai à luta no Barradão
Leia a Coluna deste sábado (6)
Todo jogo final de competição tem elementos comuns: nervosismo, ansiedade, emoção, cobrança, apreensão, expectativa, incertezas... O que varia é a intensidade, dependendo do tipo de disputa. A decisão da Copa do Nordeste, hoje, em Salvador, enquadra-se nesse cenário.
Está bem explícito o favoritismo do Vitória. Os motivos são óbvios: tem um elenco melhor, está em casa no Barradão e contará com o apoio de sua grande torcida. Além disso, joga por um empate. Em síntese: nem precisa vencer: basta não perder. A vantagem é ampla.
Há quem invoque a façanha em Recife, na qual o Fortaleza, em condições semelhantes às de agora, reverteu a situação e eliminou o Sport em pleno Estádio da Ilha do Retiro. Será capaz de repetir o feito no Barradão? Pode acontecer, sim, mas agora a tarefa é mais difícil. O Vitória é bem melhor que o Sport.
Jogo final de competição, não raro, tem também as suas surpresas. São imprevistos que, de repente, podem alterar totalmente a natureza das coisas. Por isso mesmo, o mais sensato é admitir também uma possível conquista do Fortaleza.
Mesma pedra
É público e notório que o Vitória dificilmente deixará passar a oportunidade de sagrar-se campeão da Copa do Nordeste. Além disso, o notável feito do Fortaleza em Recife serviu também de alerta aos baianos, ou seja, atenção redobrada porque não querem tropeçar na mesma pedra.
Objetivo
É claro que desejamos ao Fortaleza a conquista do título. Será importante, inclusive pelo aspecto moral, para alavancar também a caminhada do Leão na Série B nacional. Entretanto, a meu juízo, a prioridade tricolor na atual temporada continuará sendo a classificação para a Série A de 2027.
Fase
Vitinho é o melhor jogador do Fortaleza no momento. Além de fazer gols, dá assistência com qualidade e é bem integrado à produção coletiva. Se em dia de inspiração, Vitinho poderá fazer a diferença amanhã. Quanto à polêmica com o técnico do Vitória, Jair Ventura, deixem para lá...
Conhece
Anderson Batatais dirige interinamente o Ceará no confronto com o Avaí. Sou admirador do trabalho de Batatais desde a época em que ele fez parte da comissão técnica alvinegra, quando Dinas Filgueiras era o treinador. Agora, mais experiente ainda, a contribuição dele é importante.
Opções
Quando Ricardinho ainda era jogador do Ceará, chamou a atenção pela forma clara e precisa com que se expressava nas entrevistas. Na época, aventou-se a possibilidade de ele ser comentarista, após encerrar a carreira de atleta profissional. Hoje, ele pode ser comentarista ou treinador. Tem qualidade para as duas profissões.