O Brasil e os efeitos de uma eliminação precoce
Leia a coluna de Tom Barros
Ouvi e li muita coisa sobre a derrota da Canarinho para a Noruega. Opiniões dos comentaristas dos grandes veículos de comunicação do Brasil. Alguns não esconderam ranços antigos. Outros não souberam disfarçar as influências políticas. Poucos usaram de isenção e serenidade.
Cada um tem o livre direito de manifestar seus pontos de vida. A meu juízo, extraí um pouco de tudo. Ancelotti não foi melhor do que os treinadores brasileiros. Mas tem contrato até 2030. Terá tempo suficiente para montar a seleção que não conseguiu montar agora. Se fosse o Dunga, teria sido linchado.
A atual política de convocação continuará? Seguirão tendo prioridade os jogadores que atuam na Europa? Permanecerá a influência dos patrocinadores na pressão por seus apadrinhados? A CBF continuará intocável, absoluta? Não acredito que haja grandes alterações.
O impacto da eliminação foi terrível. Antes, a culpa era dos treinadores brasileiros. E agora? À frente da Canarinho está o melhor treinador do mundo. O resultado piorou. Seguem as incógnitas. É baixar a poeira para começar tudo de novo.
Pênalti
Volto a lembrar a frase do velho Neném Prancha, folclórico “filósofo” do futebol. Dele a frase: “O pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube.” A comissão técnica da Canarinho não levou isso em consideração. Até agora não sei a razão pela qual o escolhido para bater o pênalti não foi o Vini Jr.
Uniforme
Além da eliminação precoce, outro fato não pode passar sem uma crítica forte: o uniforme número dois da seleção brasileira, usado no jogo diante do Haiti. Uniforme feio. Nada a ver com o verdadeiro azul usado em Copas anteriores. Padrão totalmente fora das cores da Bandeira do Brasil. Um absurdo.
Os melhores
Dois craques estão jogando excelente futebol nesta Copa 2026: Brahim Diaz, meia do Marrocos, e Olise, meia da França. Considero Olise o cérebro do time francês. É o artífice do timaço comandado por Didier Deschamps. Já Brahim Diaz é o cérebro do time Marroquino. Os dois estarão em campo quinta-feira no França x Marrocos.
Saudade
Eu cobri quatro Copas do Mundo: 1990 (Itália), 1994 (Estados Unidos), 1998 (França) e 2006 (Alemanha). Há um misto de alegria e tristeza. Quando começa, é uma festa universal com gente de todos os povos. Quando termina, na hora de arrumar as malas, invade uma tristeza, uma saudade. Ninguém sabe quem estará lá quatro anos depois.
Abalo
Ainda não me recuperei da frustração que sofri ao ver a Seleção Brasileira sendo eliminada pela Noruega. Não pela derrota, mas pela forma como aconteceu. O segundo tempo foi humilhante. Aliás, humilhante também foi o primeiro tempo do Brasil diante do Marrocos. O Brasil na roda, sem saber o que fazer. Meu Deus...