Início assustador na Série B
Leia a Coluna deste sábado (4)
No começo do ano, a impressão dominante era de que Ceará e Fortaleza caminhariam no alto da classificação da Série B nacional. Mas não é assim que a carruagem está seguindo. Pelo contrário: a qualidade do futebol de ambos está mais para não cair do que para subir.
Hoje, às 16 horas, no Castelão, o Fortaleza enfrenta o Juventude do Rio Grande do Sul. Os dois são companheiros de infortúnio da zona de rebaixamento. Desconforto que incomoda muito. A queda de qualidade do Fortaleza foi brutal. No momento, restam sombras do que foi.
Hoje, às 18 horas, na Arena Pantanal, o Cuiabá (12º) recebe o Ceará (10º). Os dois estão em uma situação um pouco melhor, mas ainda muito distante do que almeja o Vozão. A rigor, é assustador o que está acontecendo com os representantes cearenses neste começo de competição.
O fantasma da Série C apavora. Embora o Ceará se orgulhe de nunca ter caído para a terceira divisão do futebol brasileiro, conheceu muito bem o drama do rival. Cabe ao Vozão colocar as barbas de molho.
Leão
O primeiro trimestre de 2026 já passou. Tudo muito rápido. Ainda não consegui assimilar o que houve com o Fortaleza. Como é que um time desaba como o Fortaleza desabou? Jamais imaginei que as estruturas tricolores estivessem tão comprometidas. As correções terão que ser feitas urgentemente.
Exemplos
O futebol do Norte e do Nordeste está cheio de exemplos negativos. Vejam o caso do Santa Cruz, de Recife. Já foi um time de ponta da Série A nacional. Proprietário de um dos melhores estádios do Brasil, o Mundão do Arruda, com capacidade 60.044 torcedores. Pois o Santa Cruz está na Série C. No ano passado estava na Série D.
Administração
Não raro, a queda de um time tem tudo a ver com a sua administração fora de campo. Podem prestar atenção. Sempre que um time cai, logo depois aparecem situações financeiras corroídas, que antes pareciam sólidas. E, não raro também, o desentendimento entre dirigentes que antes pareciam irmãos de fé.
Retorno
O Remo, que está de volta à Série A, após 32 anos de ausência, é um dos mais tradicionais times da Região Norte. Mesmo assim, embora tenha uma torcida extraordinária, chegou a disputar a Série D, em 2009, um dos piores momentos da história do clube.
Bate e volta
Problema é o chamado bate e volta, ou seja, o time sobe, mas, sem a estrutura necessária, é rebaixado no ano seguinte. Foi assim com o Ceará no ano passado. Em 2024, ganhou a vaga na Série A de 2025. Caiu em 2025. O Remo subiu agora em 2026. Após nove rodadas, o Remo está na lanterna da competição. É complicado.