Ídolos do Clássico-Rei

Leia a coluna de Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
Legenda: Leia a coluna de Tom Barros.
Foto: Thiago Gadelha/SVM

Tenho 70 anos de Clássico-Rei. A primeira disputa que vi entre alvinegros e tricolores foi em 1956. Eu tinha nove anos de idade. De cara, elegi como ídolo o goleiro do Ceará, Ivan Roriz. De uniforme todo preto, número um branco às costas, destacou-se como o melhor da partida. 

Em 1956, no Fortaleza, havia um jogador que, na minha opinião, é até hoje o melhor de todos os tempos na história do futebol cearense: Mozart Gomes. Com apenas 16 anos de idade, dava show de bola pelo Fortaleza. Em 1957 foi para o Náutico. Em 1958 foi para o Fluminense do Rio de Janeiro. Um craque.   

Em 1960, veio de Pernambuco o atacante Gildo, tricampeão estadual pelo Ceará em 1961/62/63. É até hoje o maior ídolo da história do Ceará e o maior artilheiro do clube, com 246 gols marcados. Fez dupla com Mozart na Seleção Cearense de 1962, terceira colocada no Campeonato Brasileiro de seleções.  

O mais recente ídolo do Fortaleza foi Clodoaldo, o Baixinho bom de bola. Na minha opinião, o único cuja qualidade do futebol esteve quase no mesmo nível da qualidade do futebol de Mozart. O Baixinho foi notável. 

Impossível 

Nestes meus 70 anos de Clássico-Rei, vi muitos jogadores excepcionais. Verdadeiros ídolos. É claro que a minha memória acaba esquecendo nomes que depois serão lembrados pela própria torcida. É impossível lembrar de todos os que brilharam em sete décadas. 

Nomes 

Alexandre Nepomuceno, zagueiro do Ceará. Zé Paulo, zagueiro do Fortaleza. Croinha, atacante do Fortaleza, foi um goleador fantástico. Croinha, durante muitos anos, foi tido como o maior artilheiro da história do Fortaleza, com 138 gols. Mas uma revisão revelou que o maior foi Geraldino Saravá, com 154 gols.   

Carrasco 

Sérgio Alves, depois de Gildo, é o maior ídolo do Ceará. Refiro-me ao período em que eu acompanhei o clássico-rei, ou seja, nos últimos 70 anos. Dizem os historiadores que Mitotônio é o segundo maior ídolo do Ceará. Não o vi jogar. Mitotônio é o segundo maior goleador do Ceará, com 151 gols.  

Notável 

Haroldo Castelo Branco foi um jogador excepcional. Meio-campista. Brilhou no Fortaleza e na Seleção Cearense, terceira colocada no Campeonato Brasileiro de seleções em 1962. Guardadas as devidas proporções, eu comparo o seu estilo de jogo ao do ídolo Falcão, da Seleção Brasileira. 

Conclusão 

O espaço de uma coluna não dá para citar todos os ídolos do clássico-rei do período acompanhado por mim (70 anos). Cito alguns: Pedro Basílio, Artur, Zé Eduardo, Chinesinho, Rinaldo, Damasceno, William Pontes, Amilton Melo, Hélio Carrasco, Maizena, Mesquita... A lista fica aberta.

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