Fria convocação da Seleção Brasileira

Leia a convocação de Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
Legenda: Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira.
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Hoje, sem aquele espalhafato que foi a divulgação dos convocados para a Copa de 2026, haverá o anúncio da nova lista de atletas escolhidos pelo treinador Carlo Ancelotti. Começa um novo trabalho. Agora é a montagem a partir do zero, sob comando do italiano.  

Depois do fracasso em cinco consecutivas Copas do Mundo, não consigo manter o interesse de outrora. Meus jovens companheiros de trabalho, o narrador Liuê Góes e o comentarista Alexandre Mota, pediram-me para falar sobre a convocação. Preferi levar na brincadeira. 

Darei um tempo para saber como será o processo de renovação, sem a ingerência de terceiros. Conseguirá Ancelotti se livrar das pressões ocultas? Queira Deus que sim. Lamento que, de certa época para cá, tenham desaparecido os encantos de outrora. 

De qualquer forma, é a Canarinho, cinco vezes campeã do mundo. Que os jovens saibam honrar o manto que já foi de Pelé e Garrincha, Bebeto e Romário, Ronaldo Nazário e Rivaldo, Gerson e Rivelino... 

Anotações 

Os meninos da nova geração de cronistas são muito bons. Liuê Góes e Alexandre Mota estão entre os que chegam e brilham. Os dois esperavam a minha resposta. Preferi brincar. É uma maneira de despistar os desapontamentos que tive nos últimos anos, quando o assunto é Seleção Brasileira.  

Treinador 

O saudoso Freitinhas, do Quixadá. Aquele, sim, conseguiu tirar leite de pedra. Talvez por viver entre os monólitos quixadaenses, tenha descoberto a forma de dar qualidade e vida a um time modesto, montado com parcos recursos, mas tendo compromisso e vontade de vencer.  

Vida 

José de Freitas Neto, o Freitinhas, foi técnico do Quixadá por uns vinte anos. Nasceu em 1934. Morreu em 1988. O repórter Amadeu Filho escreveu um belo artigo, no qual relata a vida de um treinador que soube, com amor ao ofício e competência, fazer um Quixinha competitivo, enfrentando os chamados times grandes da capital. 

Supervisor 

Dimas Filgueiras, o soldado alvinegro. Dimas foi um gigante na vida do Ceará. Foi tudo em Porangabuçu: jogador, técnico, supervisor, gerente... Não foi presidente formalmente eleito, mas, não raro, foi um presidente "ad hoc". Tomava decisões como se presidente fosse. E era acatado. Saudoso Dimas Filgueiras. 

Elenco 

Ciel, representante da longevidade. Clebão para o jogo aéreo. Gildo, Mozart, Croinha e Pacoti, saudosos representantes de um passado glorioso. Clodoaldo, Sérgio Alves, Magno Alves, Mota, Iarley e Jardel, representando a turma mais recente... Gente do meu coração, da minha seleção.

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