Fortaleza ou Ceará, como há 30 anos
Leia a coluna de Tom Barros
As previsões feitas no começo do ano foram todas confirmadas: mais uma vez, tricolores de aço e alvinegros na decisão do Campeonato Cearense de futebol. As zebras não aconteceram por aqui. Ficaram lá pelas savanas africanas. Então, o mesmismo mais uma vez prevaleceu.
Há 30 anos, os títulos de campeão cearense vão para o Pici ou Porangabussu. Não há outro caminho. E, pelo andar da carruagem, a continuar o atual modelo de disputa, assim será também nos próximos anos, caso não surja uma terceira força suficiente para mudar o rumo da história.
Nos últimos trinta anos, o Fortaleza foi campeão 16 vezes. O Ceará foi campeão 14 vezes. Mas nem sempre as finais foram entre Vozão e Leão. Houve 18 decisões entre os dois maiores rivais. Os outros finalistas foram Ferroviário (4), Juazeiro, Icasa (3), Guarani-J, Guarany-S, Atlético Cearense e Caucaia.
Há quem considere insosso o mesmismo. Uma novidade poderia trazer outras graças à competição. Por exemplo: decisões no moderno Estádio Romeirão em Juazeiro ou no Estádio do Junco em Sobral, com a participação de forças intermediárias competentes, igualmente capazes de ganhar o título.
No cenário de hoje, não vejo como mudar nada. Nem nos próximos anos. Ceará e Fortaleza seguirão ganhando os títulos, enquanto os demais continuarão apenas como coadjuvantes. Agora é aguardar. Mais uma vez, a taça de campeão irá para o Pici ou Porangabussu. Exatamente, como há 30 anos.