Final da Copa: arte x força
Leia a Coluna deste sábado (18)
Amanhã, às 16 horas, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, acontece mais uma final de Copa do Mundo. Restaram sonhos e esperanças apenas para os argentinos, atuais campeões, e para os espanhóis. Ao Brasil coube mais uma frustração de estar fora da derradeira disputa.
É preciso reconhecer humildemente as limitações que, de alguns anos para cá, prevalecem no futebol brasileiro. A Canarinho perdeu a identidade. Antes era detentora da arte. Hoje, não tem nem arte nem força. A arte está com a Espanha. A força está com a Argentina. As finalistas.
Após a prematura eliminação do Brasil, ficaram no ar algumas indagações. Valeu a pena trazer o técnico Carlo Ancelotti? O mesmo modelo de convocação vai continuar até a próxima Copa do Mundo? Não é melhor formar uma seleção permanente com os jogadores que atuam somente nos clubes brasileiros?
Há pouco tempo para a adoção de uma nova filosofia de trabalho. A que vem dominando há 24 anos tem trazido apenas decepções e dissabores. Uma sequência interminável de derrotas e fracassos. É hora de mudar.
Encanto
A Espanha merece ganhar a Copa do Mundo 2026. O futebol arte, que pratica, pôs na roda a poderosa seleção francesa. Reabilitou o encanto que faltava nos campos de futebol. É o tiki-taka 2.0. Uma harmonia incomparável. E agora de forma mais objetiva. A Espanha merece ficar com o título.
Garra
A Argentina chegou pela garra do grupo e pelo talento excepcional de Lionel Messi. O velho futebol da catimba, da provocação, das faltas para irritar o adversário. Uma garra inigualável. Eles brigam. Lutam. São incansáveis. Não se entregam nunca. Isso tem feito a diferença.
Postura
Se a Espanha entrar nas provocações dos argentinos, perderá o jogo. Se mantiver a calma e o domínio, terá tudo para superar o adversário, tal como fez com a França, que sofreu um nó em campo. A Espanha conseguiu vitórias limpas, incontestáveis. A Argentina foi muito beneficiada pelas arbitragens.
Tristeza
Mais uma vez, os brasileiros fora da final. Os sonhos desfeitos. A tristeza tomou conta do país. A dura realidade não permite ilusões. Não está mais aqui o melhor futebol do mundo. Passou. No momento, as incertezas continuam. É impossível prever como estará o futebol braseiro na Copa de 2030. Tudo ainda está muito nebuloso.
Conclusão
O melhor jogador desta Copa do Mundo é Lionel Messi. A melhor seleção desta Copa do Mundo é a Espanha. Por mérito, a meu juízo, o título deve ir mesmo para os espanhóis. Mas, lamentavelmente, em decisões de Copa do Mundo nem sempre o melhor prevalece.