Em Clássico-Rei, 'não se avexe não'
Leia a coluna de Tom Barros desta segunda-feira (2)
A história do Clássico-Rei tem episódios inacreditáveis. São instantes especiais que mudam o rumo das coisas. De repente, uma gélida partida, conduzida sem graça e inspiração, transformou-se em um cenário de festa para os dois lados, quando tudo ia caminhando para um melancólico fim.
O primeiro tempo pode e deve ser esquecido. A rigor, apenas um lance de oportunidade mais definida, que Luiz Fernando desperdiçou, e uma cabeçada de Luisão, que levou perigo. Nada mais. Nem parecia uma partida da fase decisiva do campeonato. Pobre de emoção.
A fase final foi um pouco melhor. O Ceará trabalhou mais em cima. Wendel teve ótima oportunidade. A resposta tricolor veio com Brítez, que, em conclusão de cabeça, obrigou Richard a fazer uma defesa espetacular. O jogo entrou na contagem de tempo em que se aguarda apenas o apito final do árbitro.
O futebol tem seus encantos. Em seis minutos, colocou fogo, emoção e graça no que parecia um apático 0 a 0. O gol do Fortaleza, marcado por Lucas Emanuel, deu a sensação de vitória e quebra do tabu. Mas, no Clássico-Rei, os acréscimos são tesouros para quem acredita no impossível. Lucca acreditou: fez o gol do empate.
Tricolores e alvinegros vão iguais para o jogo de volta. O jogo do título. Esperem até o último segundos dos acréscimos. É como diz a canção: “Não se avexe não. Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada.” Mas aqui cabe só uma observação: em futebol pode acontecer tudo. “Não se avexe não”.