Desesperada luta alvinegra até o fim

Leia a coluna desta segunda-feira (24)

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: O Ceará venceu o Londrina no Castelão, mas ainda está no Z4 da Série B
Foto: LC MOREIRA / SVM

Mais uma vez o Ceará venceu. Ótimo. Três pontos a mais. Entretanto, a produção novamente não convenceu. Ainda bem que os jovens vindos da base estão dando a sua contribuição. E, em certos momentos, exercitando um papel fundamental na definição dos rumos. 

A vitória sobre o Londrina teve importância pela soma dos pontos, não pelo adversário, que é fraco e não pode servir de parâmetro. O Londrina está muito mal. Então, o alvinegro não pode tomar o time paranaense como referência para analisar seus desafios futuros. 

Quero acreditar que a força de jovens como Gabriel Silva, João Gabriel, Melk, Lucca, Enzo Lodovico e Sanchez tem de ser trabalhada com inteligência, tal como vem fazendo o técnico Daniel Paulista. É um amadurecimento dentro da própria competição. As circunstâncias exigem. 

Há momentos em que o treinador, pelas limitações do elenco, também tem suas dificuldades. Há instantes em que precisa de jogadores mais experientes. Em outros momentos, tem de apelar aos jovens. É o que está fazendo. 

 

Repercussão 

 

A venda do jovem atacante do Ceará, Giulio, ainda tem sido motivo de polêmica nas diversas esferas de Porangabussu. Com total isenção, cuidei de analisar os fatos. No aspecto técnico, foi muito ruim para a equipe. O treinador perdeu uma excelente opção. Quanto aos cofres do clube, uma maravilha. 

 

Momento 

 

É claro que não tem cabimento se desfazer de uma joia, quando mais dela o clube precisa. É uma incoerência. Mas a cruel realidade do cofre vazio não pode ficar à margem das observações. Somente quem tem a obrigação de pagar é que sabe o quanto o sapato lhe aperta.  

 

Efeito 

 

É público e notório: o que mais rebaixa clube é pagamento atrasado ou comprometido. A pior anemia de um time de futebol é a falta de dinheiro. Os jogadores não têm ânimo para nada. Se forem submetidos a um "hemograma completo", o resultado será não problemas nas células, mas problema nas cédulas. 

 

Cofre 

 

O CEO do Fortaleza, Pedro Martins, quando vendeu o mando de campo do Fortaleza ao Palmeiras (Copa do Brasil), alegou o problema do cofre. Se o Fortaleza fosse derrotado pelo Palmeiras no jogo de ida, no jogo de volta a renda no Castelão seria insignificante. Assim, garantiu bom dinheiro independente do resultado em São Paulo. 

 

Conclusão 

 

A crise financeira tem levado os dirigentes a posições antipáticas. A torcida do Leão danou-se porque lhe foi tirado o direito de ver Fortaleza x Palmeiras no Castelão. A torcida do Ceará danou-se com a venda da joia da base, Giulio. Sim, mas quem tem de pagar os salários no fim do mês, o dirigente ou o torcedor? É complicado. 

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