Desafio do Leão: é possível reverter a desvantagem

Leia a coluna de Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
Foto: Ismael Soares/SVM

Na decisão da Copa do Nordeste, o Vitória, que já era favorito, tornou-se mais favorito ainda. Após derrotar o Fortaleza no Castelão, o time baiano abriu uma vantagem muito significativa. Nem precisa ganhar o segundo jogo. Mesmo assim, o título continua aberto. Não duvidem do que o Fortaleza seja capaz.  

Apesar de o Vitória ser um time da Série A, não vi nenhuma superioridade sobre o Fortaleza. Observei um certo equilíbrio, com alternância de predomínio no transcorrer do jogo. Além disso, de forma involuntária ou não, a arbitragem prejudicou o Fortaleza na injusta expulsão de Ronald.  

O Fortaleza repetirá a peça que pregou no Sport em plena Ilha do Retiro, quando reverteu uma situação semelhante à que está vivendo agora diante do Vitória? Está aí uma pergunta de difícil resposta. Quero acreditar que o próprio Vitória, em vista do que aconteceu na “Ilha”, deve desdobrar-se em precauções. 

O Vitória reforçou o seu favoritismo. No Barradão, casa cheia, tem tudo para exercitar seu amplo controle. Mas o bom do futebol é a eterna incerteza. No futebol, dois raios ou mais podem cair ao mesmo tempo no mesmo lugar. 

Figurinhas 

Nos meus tempos de criança, como diria o compositor Ataulfo Alves, eu era feliz e não sabia. Feliz pelas pequenas coisas como, por exemplo, nas matinais do Cine Rex trocar figurinhas dos álbuns de futebol. Hoje, 70 anos depois, vejo a repetição da felicidade na troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026. 

Felicidade 

A minha jovem querida colega de trabalho no SVM, Sofia Leite, está com o álbum da Copa 2026. Falta pouco para completar. Ela me disse que a maior felicidade é quando vai trocar figurinhas ou abrir os envelopes novos. “Fica a expectativa para saber se vem as figurinhas mais difíceis”, afirma. É realmente muito bom. 

Primeiro 

O álbum do Campeonato Brasileiros de seleções estaduais, de 1956, foi o primeiro que colecionei. Eu tinha nove anos de idade. Não o guardei. Perdeu-se no tempo. Mas eu lembro como se fosse hoje. No álbum, a Seleção Cearense está com a camisa verde. Tinha jogadores com quem, anos depois, eu convivi.  

Internet 

Encontrei na Internet, a página da Seleção Cearense no citado álbum de 1956. São 12 figurinhas. Os números no álbum são: 37, Ivan Roriz; 38, Geroldo; 39, Nozinho; 40, Vicente Trajano; 41, Merci; 42, Cosmo; 43, Nirtô; 44, Aloísio; 45, Pipiu; 46, Zeca; 47, Moésio Gomes; 48, o técnico Gilson Silva.  

Detalhes 

Anos depois, já na década de 1960, tive contato com todos eles. Ivan Roriz, goleiro do Ceará, foi meu primeiro ídolo. Moésio foi meu comentarista na Rádio Dragão do Mar em 1969. Conheci de perto Nozinho, Vicente Trajano e seus familiares. Pipiu morou perto de minha casa na Gentilândia. Figurinhas vivas. Tempos inesquecíveis.

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