Clássico tricolor nas semifinais
Leia a Coluna desta quinta-feira (12)
Os três maiores detentores de títulos do Campeonato Cearense estão na penúltima fase do certame estadual de 2026. O Ceará é o maior vencedor, com 47 títulos. O Fortaleza vem coladinho, com 46. Em terceiro lugar, o Ferroviário com nove títulos de campeão cearense.
Um tricolor vai sobrar na curva. O Fortaleza, pela própria história, apresenta-se como favorito diante do Ferrão. Há todo um conjunto de fatores que colocam o Leão como uma equipe detentora de melhores opções. Mas, no clássico anterior, pela fase classificatória, tal favoritismo do Fortaleza não prevaleceu.
A definição em dois jogos reduz a influência da sorte e amplia a chance de prevalência do mérito. Em jogo único, no dia em que a sorte resolve ficar de um lado só, o melhor qualificado pode “dançar”. No atual modelo, Fortaleza e Ferroviário terão tempo à vontade para mostrar serviço.
No clássico passado, mesmo com um jogador a mais desde o final do primeiro tempo, o Leão não soube tirar proveito da vantagem. O Ferrão foi resiliente. E, com bravura, segurou o empate. Experiência válida para a próxima partida.
Na final
A última vez que o Ferroviário se classificou para uma decisão do Campeonato Cearense aconteceu em 2017, diante do Ceará. O Vozão venceu por 2 a 0, gols de Wallace Pernambucano e Raul. O Ceará conquistou ali seu 44º título de campeão cearense.
Campeão
O último título de campeão cearense, conquistado pelo Ferroviário, aconteceu em 1996, quando se sagrou bicampeão estadual (1994 e 1995). O presidente coral era Clóvis Dias. Depois disso, imperou o jejum que perdura até hoje. Nos últimos 30 anos, o Ferrão foi vice-campeão cearense quatro vezes:1996,1998, 2003 e 2017.
Pênalti
Não me perguntem o que é pênalti no futebol, pois não sei responder. Honestamente, depois de tantos penduricalhos inventados para interpretar o que seja um pênalti, deixei de entender o que antigamente era bem fácil de definir. Agora é a asa aberta, o braço que cai... E assim sempre haverá motivo para justificar o sim e o não.
Intenção
Tudo era muito simples quando o que valia era apenas a mão na bola, de forma intencional. A mão, tão somente a mão. O árbitro tinha apenas que verificar se o toque com a mão (tão somente a mão) tinha sido proposital para tirar proveito da situação. Pronto. Estava resolvido.
Presos
O que se vê hoje é zagueiro jogando com os braços para trás. O medo de a bola tocar no seu braço, resultando em um pênalti injusto. Uma loucura. Com isso, o zagueiro perde a mobilidade e facilita a ação dos atacantes. Um verdadeiro absurdo, inventado por algum idiota que foi apoiado por outros mais.