As vitórias da arrancada alvinegra

Confira a coluna desta terça-feira (19) do comentarista Tom Barros

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
(Atualizado às 10:31)
Legenda: Melk (à direita), comemora gol do Vozão no Clássico-Rei
Foto: THIAGO GADELHA / SVM

Na quarta-feira, dia 13, o Ceará derrotou o Atlético-MG. Mas o significado da boa vitória acabou encoberto pela eliminação nos pênaltis. O Vozão jogou bem e poderia ter feito o placar maior que lhe teria garantido a classificação. Agora, a vitória, de virada, sobre o Fortaleza. Pode ser o início de uma nova arrancada. 

Meu companheiro de trabalho, Alexandre Mota, foi muito feliz na curta, mas incisiva análise sobre a vitória alvinegra. Destacou a participação da base na construção da virada. A importância de Melk, Enzo, Júlio César e João Gabriel. E, claro, a coragem do técnico Mozar, que promoveu as mudanças. 

As duas vitórias devolvem ao treinador a possibilidade de continuar seu trabalho, agora de uma forma mais tranquila. Ganhar do maior rival tem um efeito restaurador pela importância da rivalidade e manutenção de um tabu que sobe para 15 jogos. É preciso paciência. Não se monta um time da noite para o dia. 

Melk, pelo ótimo desempenho e pelo gol marcado, consolidou a sua posição. Mesmo jovem, pode ser, em campo, o responsável condutor de um time que gradualmente retoma a esperança, a confiança e o apoio da torcida. 

Realidade 

Quando um time cai da Série A para a Série B, passa a enfrentar conhecidas dificuldades. A primeira delas: o atleta que tem categoria “A” geralmente vai embora. Ficam poucos. Jogador nível “A” não quer jogar na Série B. As receitas desabam. Vem a crise financeira. Então, o que fazer? 

Olho clínico 

Uma das alternativas é buscar nas bases jovens que estejam em condições de assumir desafios. O olho clínico do treinador pode encontrar a solução. Saber dosar os jovens e os experientes na formação do grupo é virtude que conduz a grandes vitórias.  O técnico Mozart parece ter encontrado o melhor caminho. 

Prudência 

Quando digo que o técnico Mozart parece ter encontrado o melhor caminho, a palavra "parece" tem um significado muito forte. Motivo simples: ainda é cedo para uma avaliação definitiva sobre os jovens que estão chegando ao time titular agora. A Série B ainda terá muitos percalços.  

Maturidade 

O amadurecimento vem com o tempo, claro. Alguns conseguem afirmação imediata. Outros oscilam, fato que é muito natural. Mas a sequência cuida de dar aos jovens a confiança necessária nos momentos de maior dificuldade. Os jogadores veteranos são também muito importantes no processo. 

Mescla 

A presença de Pedro Henrique, Richardson e Vina, dentre outros, será importante. Não se faz um bom time totalmente com veteranos, mas também não se faz um bom time totalmente com gente jovem. Saber mesclar na hora certa faz a diferença. Os bons treinadores sabem. Mozart sabe. Tudo a seu tempo.

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