As notáveis reviravoltas do Leão

Leia a Coluna desta quinta-feira (2)

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: O Fortaleza vive fase delicada na Série B
Foto: Leonardo Moreira / Fortaleza EC

Na Série B nacional, o Fortaleza está tendo um começo muito complicado. Vieram de 2025 os péssimos fluxos do rebaixamento. O time perdeu jogadores importantes. A receita desabou. O CEO, Marcelo Paz, foi embora para o Corinthians. Um desmonte inacreditável. 

Da estrutura sólida, aplaudida pela mídia nacional, pouquíssima coisa restou. Desmanchou-se como comprimido efervescente em um copo d’água. Hoje, o que se vê, é um time comum como outro qualquer. Não tem mais a supremacia de outrora. Perdeu a altivez.  

A situação é delicada, mas não comporta desespero. O Fortaleza já superou coisas piores. Superou oito anos de humilhação na Série C nacional. Subiu dos campinhos de pequenas cidades para os grandes estádios das Américas. Disputou a Sula. Disputou a Libertadores. 

A mística “daquelas camisas”, inspiração do inesquecível Blanchard Girão, existe. É a mística da histórica camisa com listras horizontais, brancas, azuis e vermelhas. Esta, sim, a camisa que levou o Leão a reviravoltas monumentais. 

 

Calma 

 

É normal cabeça quente nas horas de disputa. Ninguém é de ferro. Mas o treinador de futebol tem que dar bons exemplos. Não pode perder o controle emocional. Thiago Carpini, técnico do Fortaleza, tem que se policiar, visando a evitar cenas como as que resultaram na sua expulsão diante do Cuiabá.  

 

Pedido 

 

Se o treinador se descontrola e perde a calma, como pode pedir calma aos seus comandados? Além disso, transmite aos jogadores, sob seu comando, a tão prejudicial sensação de insegurança. Inaceitável será uma reincidência. Cuidado, Carpini. 

 

Trem fantasma 

 

Em Orlando, nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira ganhou da Croácia. Aplicou 3 a 1. Pronto. Beleza. Bateu em um time europeu. Certamente, como prêmio, cada jogador ganhou entradas grátis para passear em todos os equipamentos da Disneylândia. Inclusive no trem fantasma. 

 

 

Desliguei 

 

Sem perceber, fui me desligando da Série A. Vi apenas um jogo da elite nacional. Assumi a segunda divisão para onde Fortaleza e Ceará me mandaram. Mas não está sendo fácil. É como comida insossa e sem tempero. Sei não. Pense num castigo. É pastel sem caldo de cana. 

 

Reflexão 

 

Pausa para meditação. Hoje, Quinta-feira Santa. Recorda-se o Lava-Pés e a Última Ceia de Jesus Cristo com os seus apóstolos. Para os católicos, a comemoração da instituição da Eucaristia. Desejo aos leitores uma boa Páscoa. A celebração que recorda a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A vitória da vida sobre a morte.    

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