As guerras e as Copas do Mundo

Leia a Coluna desta sexta-feira (20)

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: Líderes do mal fazem guerras, destroem famílias e dizimam nações
Foto: Elie1993 / Shutterstock.com

A estupidez prevalece. Os falsos profetas. Líderes do mal. Homens que matam e destroem famílias. Dizimam nações. Não cito aqui os seus nomes para não sujar a página na qual escrevo. Lúciferes, satanases, espíritos do mal. Seres abomináveis que fazem da Terra um inferno. 

O esporte é confraternização. Disputa com regras determinadas e recíproco respeito. Ganha quem for melhor nas técnicas de cada modalidade. O derrotado aplaude o vencedor. Pelo menos deveria ser assim. Às vezes, lamentavelmente não é. Isso acontece quando o fair play desaparece.  

Aí estão as guerras. O ódio. O desrespeito. A arbitrariedade. Chamam de líderes mundiais os promotores das guerras. Líderes? Que líderes? Mais uma Copa do Mundo de futebol profissional poderá ser prejudicada pelas guerras. Deveria ser proibido país promotor de guerra sediar Copa do Mundo. 

Expectativa sobre a Copa do Mundo de 2026 que tem, como uma das três sedes, os Estados Unidos da América. Temos de aguardar, pois é imprevisível o que pode acontecer até lá. Só muita reza, amigos. 

 

Sem Copa 

 

No período de 1939 a 1949, não houve Copa do Mundo. Motivo: a II Guerra Mundial. Em 1938, aconteceu na França a Copa do Mundo. O Brasil foi o terceiro colocado. Leônidas da Silva foi o artilheiro com oito gols. Em 1939, começou a II Guerra Mundial. Com o conflito, tornou-se inviável a realização das Copas. 

 

Término 

 

A II Guerra Mundial terminou em 1945. Mas apenas cinco anos depois, ou seja, em 1950, no Brasil, foi possível a retomada da competição. Antes não havia condições para a realização de uma Copa do Mundo porque os países europeus estavam destroçados pela guerra. Tiveram de passar por um processo de reconstrução. 

 

Prejudicado 

 

A não realização das Copas de 1942 e 1946 prejudicou uma geração inteira, que ficou sem oportunidade para fazer história. Leônidas da Silva foi o mais prejudicado. Eleito o melhor jogador da Copa de 1938, certamente em 1942 e 1946, ele teria se destacado ainda mais, quem sabe até trazendo um título de campeão mundial para o Brasil. 

 

A Taça 

 

Quando em 1939 eclodiu a II Guerra Mundial, o vice-presidente da FIFA, Ottorino Barassi, temendo que forças nazistas tomassem a Taça Jules Rimet, removeu-a secretamente do cofre de um banco Ele levou a taça para casa, escondendo-a em uma caixa de sapato, embaixo de sua cama. Só devolveu com o fim da guerra. 

 

Conclusão 

 

Poderia citar muitos fatos prejudiciais decorrentes dos diversos tipos de guerra, não apenas as guerras mundiais. Agora mesmo, as guerras em curso impedem que atletas se prepararem para as competições. São sonhos desfeitos e esperanças perdidas. Enquanto isso, a matança provocada por falsos líderes continua. Que estupidez!   

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