As férias e o futebol

Confira a coluna desta terça-feira (5) do comentarista Tom Barros

Escrito por
Tom Barros tom.barros@svm.com.br
Legenda: O Clássico-Rei é o principal produto esportivo do futebol cearense
Foto: Kid Júnior / SVM

Tudo pode mudar, de repente. A vida não tem roteiro escrito e acabado. Vai ao sabor das surpresas, das emoções, das coisas boas e más. Ninguém, por mais que queira, tem o controle senão apenas o Criador. Só Ele sabe o dia e a hora. Tudo o mais não passa de elucubrações. 

O saudoso Ivens Dias Branco sempre me dizia: “Quando entrar de férias, desligue a tomada.” Desliguei. Passei 15 dias longe do futebol, longe da rotina do dia a dia do trabalhador. Um homem a vagar por outros campos e mares. Não me interessava o preço da gasolina, nem do dólar, nem do arroz, nem do feijão. 

Quando entrei de férias, Ceará e Fortaleza estavam na zona de classificação. O Ceará, inclusive, à frente do Leão. Neste retorno, encontro o Fortaleza líder e o Ceará na nona colocação. São as voltas que a vida dá. Mas ainda há muita água para passar sob a ponte. 

A principal meta dos times cearenses é e continuará sendo o retorno à elite nacional. Fora disso, tudo não passa de apêndice. Das 38 rodadas, apenas sete foram realizadas. Há tempo para as devidas correções de rumo. 

Reencontro 

Uma coisa não mudou neste meu desligar de tomada: a presença goleadora de Ciel. Encontro o Ciel novamente de núpcias corais. Uma lua de mel renovada com o Ferroviário. Ciel faz história na Barra, assim como Pacoti, Aldo, Zé de Melo, Nirtô, Macaúba... 

Brincadeira 

Em sonhos, vejo Ciel na lista de Carlos Ancelotti. Uma convocação inédita. Um senhor de 44 anos chamado a disputar a 23ª Copa do Mundo. Lá entra em campo Ciel, vestido com a amarelinha, número dez, herança do “Rei Pelé”. Um vovô com jeito de menino travesso. 

Mais velho 

É do goleiro do Egito, Essam El-Hadary, o recode de jogador mais velho a atuar em uma Copa do Mundo: 45 anos e 161 dias, quando disputou a Copa de 2018 na Rússia. Já o mais velho jogador de linha foi Roger Milla, de Camarões, que estava com 42 anos, um mês e oito dias, na Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos. 

Não mudou 

Retorno e vejo a mesma polêmica que aqui deixei: Neymar dentro ou fora da Copa? Eu levava, sim. Meu argumento é simples: poderá ser utilizado nos trinta minutos finais das partidas, em caso de necessidade. Também poderá ser utilizado nas cobranças de pênalti. Resta saber se ele teria a humildade de vivenciar uma situação assim. 

Ao vivo 

Volto a acompanhar o futebol cearense já amanhã na rodada pela Copa do Nordeste. O Vitória receberá o Ceará no Barradão, em Salvador. Jogo único, válido pelas quartas de final. É interessante ganhar, mas, honestamente, a meu juízo, a Copa do Nordeste me parece esvaziada por motivos óbvios. 

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