A Pátria, o futebol e outros esportes
Leia a Coluna desta segunda-feira (7)
Hoje, os brasileiros comemoram a Independência do Brasil, acontecida no dia 7 de setembro de 1822. O momento político vivido no momento é muito delicado. Os mares revoltos exigem dos timoneiros o máximo de sensatez. É hora de evitar precipitações. A crise não se resolve com radicalizações.
Está provado que o futebol tem o mágico poder de aproximar mais os brasileiros. Quando das Copas do Mundo, o país parece mais unido em torno de um ideal. Apesar das diferenças, até rivais históricos, na grande maioria, aglomeram-se nas ruas e nas praças.
O sentimento de brasilidade, às vezes tão esquecido, aflora de forma intensa nas competições internacionais. O esporte exerce um papel muito forte no despertar de um povo, não raro adormecido. O Futebol, especificamente, une, entrelaça. Bom seria se assim fosse em todos os outros segmentos.
O Dia da Pátria remete a reflexões. Mais do que nunca, os brasileiros estão sendo chamados a uma tomada de posição. Convocados para uma decisão mais importante do que a de um título mundial.
Amor à Pátria
Quando, pelas pistas do mundo, Ayrton Senna vencia os grandes prêmios de Fórmula-1, logo pegava uma bandeira do Brasil e desfilava com ela diante dos aplausos do público. Nobre sentimento de brasilidade tantas vezes demonstrado em suas incontáveis conquistas.
Emoção
A notável ginasta Rebeca Andrade, bicampeã olímpica e a maior medalhista brasileira em Olimpíadas (seis medalhas), chorou ao ouvir o Hino Nacional Brasileiro, quando do ato de recebimento das medalhas. Manifestação clara de brasilidade. Um senso de pertencimento ao país.
Todas as idades
Na decisão da Copa do Mundo da Suécia, em 1958, Pelé tinha 17 anos. Ao apito final do árbitro, ele desabou em lágrimas, sendo amparado pelo goleiro Gilmar. Depois, na solenidade de entrega do troféu, os veteranos Gilmar e Nilton Santos também choram. Sentimento de brasilidade não tem idade.
Ainda assim
A atual qualidade do futebol brasileiro não é boa. Tem sofrido seguidas derrotas nas últimas cinco Copas do Mundo. Apesar disso, consegue despertar a união dos brasileiros. Durante as transmissões, o país para diante dos televisores. Chora a cada fracasso. Mas não perde a esperança. Pensa logo: na próxima dará certo.
Assim também
Neste Dia da Pátria, vale a mesma esperança permanente com relação ao futuro do país. O compromisso com a democracia e com a liberdade de expressão. O respeito à coisa pública. A probidade em todos os segmentos. A predominância da brasilidade em todas as esferas de comando do Brasil.