A obrigação de ganhar pode salvar o clássico
Leia a coluna de Tom Barros
É muito bom quando os times vão em igualdade de condições para o jogo final. Não há a vantagem de um empate nem a vantagem do saldo de gols. Síntese: terão de buscar a vitória nos noventa minutos e acréscimos, caso não queiram correr o risco da loteria dos pênaltis.
O empate, no jogo de ida, traduziu muito bem o equilíbrio de produção entre alvinegros e tricolores. Fortaleza e Ceará alternaram bons e maus momentos. Foram semelhantes nas virtudes, defeitos e propostas de jogo. Não houve superioridade. Parecidos até nos dois gols do jogo.
O gol do Fortaleza, marcado por Lucas Emanuel, nasceu de uma cobrança de escanteio feita pelo lateral-direito Maílton. O gol do Ceará, marcado por Lucca, nasceu de uma cobrança de escanteio feita pelo lateral-direito Rafael Ramos. Fatores iguais, resultados iguais.
Espero que haja melhor qualidade no jogo de volta. Motivo simples: os times terão que arriscar mais. A recíproca necessidade de vitória os levará a uma postura menos rígida. E, certamente, ao patamar digno de uma grande final.
Lamento
Não consigo entender a decisão de campeonato com pequeno público no estádio. Uma decisão entre Ceará e Fortaleza, mesmo com transmissão ao vivo pela televisão, deveria ter um público superior a 50 mil torcedores presentes. Não quero acreditar que domingo próximo haverá novamente público tão minguado.
Recorde
Não ligo muito para o que chamam de números do futebol brasileiro. Mas faço questão de citar recordes que dificilmente serão quebrados. O maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro é Roberto Dinamite, com 190 gols. Por isso mesmo, o artilheiro da Série A Nacional recebe o troféu denominado Roberto Dinamite.
Extinção
Até quando os campeonatos estaduais ainda resistirão? Não sei. Mas, se continuarem com o atual modelo, não demorará muito. Virou torneio municipal, de duração efêmera. Se não houver uma fórmula capaz de valorizá-lo, a tendência será a extinção. É a triste realidade que certos dirigentes não querem ver.
Excelência
Não se admite um Campeonato Cearense sem a presença de times de Juazeiro do Norte e de Sobral. São dois centros de excelência que não podem ficar fora das competições estaduais. Por que Sobral e Juazeiro foram celeiros e agora não são mais?
Sedes
Há algo errado na concepção do Campeonato Cearense. Se o certame é estadual, como se admitir apenas dois times do interior na primeira divisão? Sobral (Junco) e Juazeiro (Romeirão) deveriam ser sedes preferenciais e não palcos isolados, admitidos apenas em raríssimas ocasiões.