A fria e elegante vitória norueguesa

Leia a coluna de Tom Barros

Escrito por
Tom Barros producaodiario@svm.com.br
Legenda: Haaland, jogador da Noruega.
Foto: Foto por ABDULHAMID HOSBAS / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

Mais uma vez, a dor da eliminação. Mais uma vez, o sonho desfeito. Escrevo com o coração ferido. E com o cuidado de não derramar sobre alguém a culpa que é de todos. É preciso serenidade para não cometer injustiças. O mais correto, creio, é humildemente reconhecer o mérito de quem soube ganhar.  

A Canarinho teve as duas melhores chances para sair na frente e assumir o controle do jogo: Bruno Guimarães desperdiçou o pênalti e Endrick mandou para fora a bola do gol. Depois disso, o artilheiro Haaland, com a frieza e a elegância dos nórdicos, fez os gols da vitória (2 a 1). 

Uma coisa é saber jogar. Outra coisa é saber ganhar. A Noruega fez as duas coisas. Além de ótima qualidade técnica, mostrou também mais força física e velocidade. Na fase final, o Brasil passou quase o tempo todo correndo atrás da bola. Ficou à espera de algum contra-ataque. Não é este o futebol brasileiro. 

Sei que uma enxurrada de críticas será feita por alguns cães raivosos. Calma, amigos. Não adianta, de cabeça quente, falar ou escrever. O melhor que se faz hoje é reconhecer o mérito do vencedor.

Parabéns, Noruega!

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