A energia renovável na notável vitória alvinegra
Confira a coluna deste domingo (26) do comentarista Tom Barros
O futebol é bom pelas surpresas que transformam o opaco em brilho intenso. O apagado Ceará, da primeira fase, fez um segundo tempo empolgante. Acendeu os holofotes que iluminaram a bela virada (3 x 4) sobre o São Bernardo. Quem pressionou a tecla do interruptor foi o jovem atacante Giulio. Mudou a história do jogo.
Esqueçam o primeiro tempo. Foi um horror. Comecem a ver o Ceará a partir do gol de Nico Ferreira, o do empate (1 x 1). Depois disso, o antes anêmico Ceará mostrou que, no banco, tinha energia renovável para dar e vender: Enzo Ludovico, Giulio, Lucca e Melk. E já vinha utilizando no jogo João Gabriel.
A virada espetacular trouxe duas consequências altamente positivas. Primeiro: a saída da zona de rebaixamento exatamente na entrada do returno; segundo: a convicção de que tem em casa valores que, gradualmente, poderão oferecer um seguro padrão de rendimento. Questão é saber utilizá-los na hora certa.
Há falhas a corrigir, claro. O sistema defensivo sofreu três gols. Tal vulnerabilidade poderá comprometer o todo. Mote para Daniel Paulista analisar. Mas, acima dos senões, a vitória devolve a tranquilidade para trabalhar. Isso é apenas o começo da reação. Há ainda a necessidade de uma sequência de vitórias.
Não poderia fechar o comentário sem registrar a importância do jovem Giulio. Transformou água em vinho. Pôs energia onde estava faltando luz. Levou os companheiros a entrarem em um ritmo de trabalho intenso e decisivo. Mas cuidado para não se deixar levar pelas traiçoeiras empolgações.