A Copa do Mundo começa agora
Leia a Coluna desta sexta-feira (26)
A verdadeira competição, envolvendo as seleções mais qualificadas, terá início com a fase mata-mata. Esta, sim, não permite vacilações. Um erro, por mínimo que seja, será fatal. Uma oportunidade perdida não volta mais. A cada jogo, o caminho ao pódio ou a volta para casa.
No modelo antigo (1958), a disputa acontecia em seis jogos: três na fase de grupos, quartas, semifinal e final. Os times classificados na fase de grupos passavam direto para as quartas. Agora tem a segunda fase (16 avos) e as oitavas. Tudo de forma eliminatória.
É assim a grande diferença. No mata-mata, nem sempre vence o melhor. Há dias em que a sorte resolve ficar de um lado só. O dia em que o goleiro pega tudo e mais alguma coisa. O dia em que a bola bate na trave duas ou mais vezes. Enfim, barreiras invisíveis são armadas no caminho dos bons.
É por isso que, pelas circunstâncias e no sentido figurado, digo que a Copa do Mundo começa agora. Claro que já começou e boa parte das seleções até já voltou para casa. Mas a parte mais importante realmente começa agora.
Primeiro
O Brasil ter sido primeiro do grupo foi importante. Ganhou mais confiança. Estava precisando mesmo. A péssima produção diante do Marrocos tinha gerado extrema preocupação. Melhorou na vitória diante do Haiti e melhorou mais ainda na vitória sobre a Escócia. Está em uma escala crescente. Isso é bom.
Dificuldades
As dificuldades, a partir da segunda fase, serão mais complicadas. A Canarinho ainda não dá sinais de superioridade, se comparada com as seleções que até aqui apresentaram melhor padrão, como a França, a Argentino e a Alemanha. Tudo vai depender da evolução do time de Ancelotti.
O maior
Lionel Messi é, no momento, o maior artilheiro de todas as Copas, com 18 gols, 28 jogos, em seis Copas. Mbappé, 16 gols, 16 jogos, três Copas. Ronaldo, 15 gols, 19 jogos, três Copas. Gerd Muller, 14 gols, 13 jogos, duas Copas. Juste Fontaine, 13 gols, seis jogos, uma Copa. Pelé, 12 gols, 14 jogos, quatro Copas.
Incomparável
A marca do francês Juste Fontaine, 13 gols, em seis jogos, em uma única Copa, dificilmente será quebrada. Claro que os recordes não são eternos. Pode ser que alguém venha a quebrar o recorde do francês, mas acho muito difícil. Na época, a Copa do Mundo era disputada apenas por 16 seleções.
Esperança
Embora considerando os avanços da Seleção Brasileira, está muito claro que outras seleções se apresentaram mais entrosadas e com melhor produção coletiva. Mas a Copa do Mundo, a partir do mata-mata, tem revelado surpresas incríveis. Tenho esperança de que com o Brasil aconteça algo assim.