A 'Copa' cearense é a Série B
Leia a coluna de Tom Barros
Agora é feijão com arroz. Coisa nossa, aqui mesmo da terrinha. Hoje tem jogo no tradicional Estádio Presidente Vargas, na velha Gentilândia, berço de craques inesquecíveis como os irmãos Moésio e Mozart Gomes, Haroldo Castelo Branco e Pedrinho Simões.
Mesmo que por instantes, esqueçam a Copa do Mundo, os Estados Unidos, México e Canadá. Agora é o Ceará que luta para subir na graduação da Série B nacional. Tem de reduzir a distância que o separa do playoff. E depois, de forma mais ousada, mirar as duas primeiras posições, únicas que garantem subida direta.
O adversário é o Botafogo de Ribeirão Preto, que está na 16ª posição. Portanto, colado na zona de rebaixamento, separado apenas dois pontos do Londrina (17º), o primeiro da zona maldita. Assim, o Botafogo terá de assumir riscos. De certo modo, isso poderá facilitar a vida do Ceará.
Se o Ceará vencer, chegará aos 20 pontos. Aí, sim, passará a orbitar em torno das seis primeiras posições. É tudo o que o alvinegro precisa para retomar as melhores esperanças, visando à ascensão para a Série A de 2027.
PV
Quer queiram, quer não, dependendo das circunstâncias, o local do jogo pode ter uma influência decisiva no resultado da partida. No Castelão, o Ceará perdeu para o Atlético-GO (0 x 1) e perdeu para o Operário-PR (1 x 2). Se a torcida não comparece em massa, o Castelão vira estádio neutro.
Opinião
Há quem considere uma bobagem o argumento apresentado no tópico anterior. Não é bobagem. O local do jogo tem de ser levado em consideração. Lembro quando eu ia narrar jogos em Belém. Era muito difícil ganhar do Remo no Baenão ou ganhar do Paysandu na Curuzu, estádios considerados “alçapões”.
Pretensões
O Fortaleza tem jogo difícil contra o CRB em Maceió. Mas há um detalhe: por mais paradoxal que pareça, o Leão fez boa apresentação coletiva, apesar de ter sofrido uma goleada do América-MG, lanterna da competição. Na verdade, o Fortaleza jogou. O América venceu.
Contradição
Muita gente pode não entender como um time domina o jogo e termina sofrendo uma goleada. Sim, é difícil de entender, mas acontece. E assim aconteceu com o Fortaleza. Foi o dia do goleiro Gustavo, do América. Ele pegou tudo e mais alguma coisa. Repito: o Fortaleza foi muito melhor, mas sofreu a goleada. Coisas do futebol.
De um lado só
No futebol, há dias em que a sorte está de um lado só, como dizia o saudoso narrador esportivo Pedro Luiz. Há quem não acredite nisso. Tudo bem. Realmente, fatos assim não são comuns. Então, dentro da normalidade, se o Fortaleza jogar como jogou diante do América, poderá, amanhã, obter um bom resultado em Maceió.