A CBF vai pintar e bordar na camisa da seleção
Leia a Coluna desta terça-feira (31)
Hoje tem Brasil x Croácia. Mais um bom teste para o Brasil nesta reta final dos preparativos para a Copa do Mundo. A Croácia é a mesma que, na Copa de 2022 no Catar, mandou mais cedo de volta para casa a Canarinho. Na época, o craque Modric fez a diferença. Hoje, outra vez Modric estará em campo.
Além das críticas ao futebol da Seleção Brasileira, seguem as manifestações desfavoráveis às mudanças introduzidas no uniforme da Seleção Brasileira, máxime na camisa. Uma irresponsabilidade permitida pela CBF, que coloca o faturamento acima do respeito à tradição e à história.
Michael Jordan foi o maior nome do basquete mundial em todos os tempos. Sim, mas o que ele tem a ver com a Seleção Brasileira? Nada. Há outras maneiras de homenageá-lo. Jamais no símbolo maior da nossa seleção. Nem Pelé, o “Rei”, tricampeão mundial pela Canarinho, teve direito a tão alta distinção.
Os americanos admitiriam a silhueta de Pelé no uniforme da seleção de basquete dos Estados Unidos? Não. Nem aceitariam também no uniforme da seleção de futebol norte-americana. Vergonhosa subserviência da CBF.
Intocável
A camisa da Seleção Brasileira de futebol já foi intocável ou “imexível” como diria o ex-ministro do Trabalho, Rogério Magri. A camisa usada na Copa de 1958 tinha apenas o escudo da então CBD. Nada de publicidade. Dá gosto ver as fotos da época. A amarela e a azul. Lindas. Assim também nas Copas seguintes.
Raminho
O jeitinho brasileiro para mexer na camisa da Canarinho surgiu na Copa de 1982. Burlando o regulamento da FIFA, que proibia publicidade no uniforme, a já então CBF alterou o escudo. Colocou no escudo um disfarçado raminho de café, símbolo do Instituto Brasileiro do Café (IBC), seu patrocinador. Faturou bom dinheiro com isso.
Proibição
A FIFA continua proibindo a publicidade nas camisas das seleções que disputam a Copa do Mundo. Mas passou a admitir a logo dos fornecedores das camisas. Uma abertura mínima. Mas, se não houver uma forte reação, não tardará o dia em que vão burlar a FIFA, tal como a CBF fez em 1982.
Cores
Saudosista como sou, entendo ser intocável o uniforme da Seleção Brasileira de futebol. Até aceito, mesmo a contragosto, a logo do fornecedor das camisas. Jamais aceito a mudança nas cores. Tem de ser o amarelo tradicional. Nada de variações. O mesmo com relação ao azul. O tradicional. E pronto.
Dinheiro
O uniforme usado diante da França tem um azul diferente do azul usado nas Copas passadas e em outras ocasiões. É um azul que foge do padrão tradicional. Absurdo. Está na hora de um posicionamento das nossas autoridades. Se deixarem correr frouxo, a CBF, por dinheiro, vai pintar e bordar, literalmente, na camisa da seleção.