O grito de alerta para o fim da pobreza menstrual
No Brasil, a despesa pelo custo menstrual equivale a R$ 6.000,00 por todo período fértil e muitas mulheres não tem a menor condição de comprar esse item de higiene essencial para conter o fluxo sanguíneo
Foi na pandemia, com as restrições de circulação impostas, que a questão do consumo de absorventes para os dias de fluxo menstrual ganhou mais evidência. Com a questão do desemprego no Brasil, fica complicado para muitas mulheres, a aquisição de produtos de higiene no período mentrual.
Acredite: de acordo com a ONU Mulheres, 12,5% das mulheres pelo mundo vivem na pobreza menstrual, porque com o valor elevado dos produtos de higiene íntima dificulta adquirir esses itens nos momentos de fluxo. Os itens para o gerenciamento da menstruação são: os absorventes íntimos internos e externos, coletores ou calcinhas absorventes.
Pasme: muitas mulheres em estado de vulnerabilidade usam sacolas plásticas, papelões, panos velhos e, até mesmo miolo de pão para conter o sangue. Nesse sentido, crescem os ricos de infecção e, evidentemente, expõe a saúde da mulher em condições de risco.
Além disso, a pobreza menstrual gera impacto na saúde mental quando, por exemplo: adolescentes deixam de frequentar escola ou mulheres não comparecem ao trabalho por não ter produtos para conter o fluxo menstrual, o que leva a garantia de um nível mínimo de igualdade de oportunidades.
No Ceará, comunidade ativista como @sanguenosso está mobilizada para que acabe a pobreza menstrual, oferecendo além de itens de higiene íntima feminina, amor e dignidade para quem se encontra em situação de rua e vulnerabilidade social. Através de uma corrente do bem busca arrecadar fundos para distribuir produtos de higiene menstrual gratuitamente.
É importante ressaltar que o absorvente deveria estar enquadrado nos itens de higiene básica como são os papéis higiênicos e pastas de dentes e ter um custo de impostos mais reduzidos para o consumo das “menstruantes” e a garantia da dignidade da mulher.
O sangue menstrual não é questão de escolha para a mulher. É uma questão de saúde pública e esse é o grito de alerta!
CURIOSIDADES
Calcinhas absorventes e os absorventes reutilizáveis?
É uma ótima alternativa para o meio ambiente. Acontece que, para a população feminina mais carente, é inalcançável, porque os produtos como calcinha sustentável giram em todo de 86 reais, cada e, os absorventes reutilizáveis, um kit com 5 unidades, custa R$ 150,00. Portanto, ainda inviável para a população feminina mais carente.
Para combater a pobreza menstrual?
Falar sobre menstruação;
Buscar informação sobre o assunto;
Exigir políticas públicas para dignidade menstrual (tornar item de necessidade básica e, com isso, obter a redução de impostos) e,
Apoiar iniciativas de arrecadação de produtos de higiene.