Capital deve ter 10 candidatos a prefeito

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Legenda: O excesso de partidos dispostos a ter cabeça de chapa na disputa pelo Paço Municipal indica uma estratégia para tentar fortalecer as chapas de vereador, na primeira eleição após o fim da possibilidade de coligações proporcionais.
Foto: José Leomar

Chegado o último dia das convenções partidárias, o cenário está praticamente definido para a disputa pelo voto na Capital cearense. Devem ser dez candidatos com plataformas das mais diversas que irão se apresentar ao eleitor como um caminho viável para o futuro da Capital cearense. Os candidatos confirmados até aqui são: Samuel Braga (Patriota), Paula Colares (UP), Capitão Wagner (Pros), José Sarto (PDT), Renato Roseno (Psol), Heitor Freire (PSL), Heitor Férrer (SD). Ainda nesta quarta, mais três nomes devem ser homologados: Luizianne Lins (PT), Célio Studart (PV) Anízio Melo (PCdoB). O elevado número de candidaturas não chega a colocar Fortaleza entre as capitais com maior número de candidatos, algumas podem passar de 15 postulantes.

O excesso de partidos dispostos a ter cabeça de chapa indica uma estratégia para tentar fortalecer as chapas de vereador, na primeira eleição após o fim da possibilidade de coligações proporcionais. Com cada partido tendo que puxar os próprios votos, a candidatura majoritária ajuda na tarefa de dar mais visibilidade ao número e às ideias do partido.

Fatores a se observar

Das candidaturas, pelo menos cinco devem atuar com mais substância em termos de propaganda, mas menos do que isso serão candidaturas com força e estrutura suficiente para o embate. As regras de circulação por conta da pandemia vão ser um fator a se avaliar em relação ao impacto nos atos de rua, daí ser tão importante a estrutura virtual dos postulantes. A campanha atípica impõe uma observação mais acurada do desenrolar dos fatos para uma análise mais precisa sobre quais fatores serão determinantes.

Os Heitor

Heitor Férrer (SD) e Heitor Freire (PSL) terão que colocar suas assessorias de campanha para pensar como vender os seus nomes ao eleitor de forma a deixar clara a diferenciação - atrelar o nome correto ao número do partido.

O imbróglio vem ocorrendo desde que Freire se elegeu deputado federal em 2018, portanto uma entrada mais recente na comparação com o homônimo, com nome mais consolidado. É comum a confusão do eleitor entre os dois nomes. Férrer, inclusive, já usou as redes sociais para fazer o devido reparo para quem o confundiu. São dois candidatos com pensamentos bem diferentes, mas terão que, em especial, saber vender a sua marca.

Em busca do vice

No último dia de prazo e sem coligações, com chapa pura, o PT ainda corre atrás dentro de seus quadros no candidato a vice para a chapa de Luizianne Lins (PT). A ideia é que seja um filiado de perfil diferente da candidata, que agregue novos conceitos à chapa. O nome deve sair na manhã desta quarta, horas antes da convenção que está marcada para a noite do último dia de prazo da realização das convenções partidárias. A decisão de candidatura própria no partido foi tomada bem cedo, mas a legenda não tratou das alianças com o devido empenho.

Em busca do vice II

Célio Studart é outro que chega ao último dia de prazo para as convenções sem um vice definido. O PV também deve ir de chapa pura para o confronto. Somente nesta quarta é que deve sair a definição de quem comporá a chapa com o deputado federal.