Pandemia: nos supermercados, há menos clientes e mais receita

Segundo Honório Pinheiro, sócio e CEO da rede Pinheiro Supermercados, os cearenses desenvolveram, nesta crise sanitária causada pelo novo coronavírus, novos hábitos de consumo, usando a tecnologia dos aplicativos.

Sob o ponto de vista fiscal, o Ceará “é um Estado equilibrado”, mas, por causa das consequências desta pandemia virótica, as atividades econômicas “estão comprometidas, exigindo a intervenção do governo”, que criou e deu publicidade nesta semana a um pacote de benefícios fiscais às empresas. 

Esta é, em síntese, a opinião do empresário Honório Pinheiro, sócio e CEO da rede de lojas Supermercado Pinheiro. 

Ele entende que, “numa economia que se desmancha, só há uma única alternativa de socorro – a intervenção governamental”. 

Por isto, elogia o governador Camilo Santana pelas decisões anunciadas na última quinta-feira, 25. 

Honório Pinheiro aproveita para informar que as vendas do varejo supermercadista melhoraram, devendo registrar um crescimento de até 3% no segundo semestre, “um período em que, tradicionalmente, crescem as vendas”. 

Pinheiro revela que “o número de clientes dentro dos supermercados tem diminuído, mas o tíquete médio (valor das compras) aumentou como resultado da queda das visitas às lojas e do incremento do uso dos seus aplicativos”. 

O cearense tem desenvolvido, nesta pandemia, novos hábitos de consumo, para o que lança mão da Tecnologia da Informação - diz ele. 

No interior do Estado, os seus supermercados e os dos concorrentes cumprem fielmente os protocolos das autoridades sanitárias, “e até com mais severidade”. 

Honório Pinheiro aposta que o fim do ano, ou seja, o período de Natal, “será bom para o varejo”.

SÃO FRANCISCO

Do economista Lauro Chaves Neto, professor da Uece e PHD em desenbolvimento regional pela Universidade de Barcelona: 

“As águas do Projeto São Francisco de Integração de Bacias chegaram, finalmente, ao Ceará. 

"Agora o centro dos debates será o seu custo de operação. Essa conta levará em consideração o papel dessas águas no fomento das atividades econômicas e no abastecimento humano. 

"Como a água do Velho Chico contribuirá para a redução das desigualdades regionais, a maior parte desse custo recairá sobre a União. O restante deverá ser dividido entre os estados e os usuários”.
 
BNB

Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, reuniu-se em jantar quinta-feira, 25, com 20 empresários da indústria e da agropecuária do Ceará, dos quais ouviu elogios ao presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, que na véspera havia sido reconduzido ao posto. 

Marinho reforçou sua aposta no BNB: 

“É, sempre foi e continuará sendo a maior agência de fomento da região nordestina”, disse o ministro.

POLÍTICA

No Brasil, a política, que deveria resolver todos os problemas, agrava-os pela radicalização e insensatez dos políticos. 

Um evento como o de ontem - um divisor de águas na história do Ceará, a chegada das águas do Projeto São Francisco à geografia estadual - exibiu, mais uma vez, o tamanho dos líderes da política. 

A confraternização foi transformada em decepção.

EIXO NORTE

Números do Canal Norte do Projeto São Francisco, que traz boaságuas para o Ceará:

Ele tem 260 quilômetros de extensão, três estações elevatórias,  15 reservatórios, oito aquedutos e três túneis. 

Todas as estruturas foram concluídas, restando apenas serviços complementares que não comprometem a pré-operação do canal.



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