A Uber demitiu 23% dos funcionários que atuavam nas áreas de recursos humanos (RH), recrutamento e gestão de pessoas, como parte de uma reestruturação interna da empresa. As informações foram divulgadas pela agência Bloomberg.
De acordo com a CNBC norte-americana, no memorando enviado aos colaboradores, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou que as mudanças são necessárias para "maximizar a eficácia da equipe de Pessoas e o enorme potencial que temos pela frente".
Um porta-voz declarou à Bloomberg que os cargos correspondem a menos de 1% do quadro global da empresa e que os cortes não estão relacionados aos investimentos em inteligência artificial.
O número também não inclui motoristas que trabalham pela plataforma, considerados parceiros independentes da Uber.
Outras grandes empresas de tecnologia, como a Meta (dona de Facebook e Instagram), realizaram demissões em massa no momento em que ampliavam os investimentos em IA. A big tech cortou cerca de 8 mil funcionários das equipes de engenharia e produtos, principalmente.
Fim do trabalho remoto
O anúncio dos cortes foi a primeira mudança de impacto ocorrida na empresa após a promoção de Jill Hazelbaker ao cargo de presidente e diretora de assuntos corporativos.
Em comunicado às equipes impactadas, afirmou que o objetivo das demissões é construir uma "organização mais conectada, moderna e operacionalmente excelente".
Segundo a Bloomberg, alguns funcionários de recursos humanos que tinham autorização para trabalhar remotamente foram avisados de que deverão retornar ao modelo híbrido.
Desde junho de 2025, a política da empresa exige a presença no escritório três vezes por semana.