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Carro usado com alta quilometragem: vale a pena comprar?

Entenda quando um carro usado com alta quilometragem pode ser uma boa compra e quais cuidados tomar antes de fechar negócio.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
03 de Junho de 2026 - 20:15 (Atualizado às 20:26)
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Legenda: Veículo que deixou de ser fabricado e de alta quilometragem vale pelo excelente custo-benefício, já que esses carros sofrem grande depreciação. No entanto, exigem atenção redobrada.
Foto: Divulgação.

Sabe aquele ditado "quem vê cara não vê coração"? Ele pode se aplicar muito bem em carro usado. Às vezes, o veículo está com a lataria um pouco danificada, mas, por dentro, o motor e os demais componentes mecânicos estão em boas condições. Traduzindo: a aparência foi uma ilusão. Assim são os carros de segunda mão com mais de 100 mil km.

Segundo Cláudio Abreu, gerente de seminovos, comprar um veículo com quilometragem acima de 100 mil quilômetros rodados pode ser um bom negócio, desde que apresente vários fatores que comprovem a “boa saúde” do veículo como histórico de revisões, comprovantes de manutenção, procedência conhecida e funilaria em bom estado de conservação.

Ele explica que veículos a mais de 100 mil km rodados valem a pena se o preço for atrativo, isto é, abaixo da tabela, “e houver um histórico de manutenção comprovado e a maior parte do uso tenha sido em rodovias. O número no painel, ou seja, a sua quilometragem, é menos importante do que o estado real das peças”.

Quilometragem alta significa risco?

Para essa pergunta, Cláudio Abreu pondera que não necessariamente. “Quilometragem alta, geralmente acima de 100 mil km, não é sinônimo de motor condenado. O verdadeiro risco está na falta de manutenção e no tipo de uso".

Na prática, ele explica que a quilometragem sozinha não determina a qualidade do veículo. Ele informa que ao inspecionar um veículo nessa condição, é importante avaliar o histórico de manutenção (o que foi feito e deixou deixou de ser feito) e saber para que o carro era usado, se para o trabalho ou só a lazer (tipo de uso) e a procedência.

Conforme o especialista, o estado de conservação varia muito mais conforme os hábitos do proprietário do que em função do perfil do motorista.

O que avaliar além dos números

Avaliar um seminovo vai muito além do ano de fabricação ou do número no hodômetro. Para fazer uma compra segura e fugir de "bombas", o segredo é inspecionar o desgaste real do veículo, a procedência e a saúde estrutural.

Entretanto, segundo o especialista, para garantir que a parte mecânica e a estrutura estão, pelo menos em bom estado, o mais recomendado é contratar uma vistoria cautelar em uma empresa credenciada, pois essa é a decisão mais segura antes da compra.

O que você precisa analisar

Histórico de revisões

Verifique se o antigo dono fez as manutenções preventivas corretamente. Carros com mais de 100 mil km exigem a troca de peças de desgaste natural (suspensão, correia dentada, embreagem, freios).

Origem do uso

Um carro rodado com mais de 100 mil km em estradas bem pavimentadas sofre menos desgaste (motor em rotação constante) do que um que rodou 60 mil km no anda e para do trânsito urbano.

Depreciação

Lembre-se de que quando você for revender o veículo, a barreira psicológica dos 100 mil km ainda existe no mercado. Geralmente, para quem compra, ele sai bem mais em conta.

Desconfie de fraudes

Verifique se o desgaste do volante, isto é, da direção, os dos bancos e pedais batem com a quilometragem exibida. Também é importante observar sinais visíveis de desgaste e possíveis inconsistências.

Checklist da compra de um carro usado - o que avaliar

Para o gerente de seminovos, quando a pessoa não entende nada de carro, ou seja, de mecânica, é sempre recomendável que leve um mecânico de confiança para não ser enganado. “Com um olhar apurado, ele detecta na vistoria de um carro usado melhor que você”, salienta. 

Segundo ele, para finalizar, você tem que verificar a estrutura (longarinas, colunas), alinhamento da lataria e pintura, sinais de vazamento no motor, estado dos pneus, suspensão e interior, além de toda a documentação. “Itens como vidros, luzes, freios, cinto de segurança e equipamentos de emergência (macaco, estepe) são essenciais”, relata.

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