Legislativo Judiciário Executivo

TSE oficializa registro da federação União Progressista

Decisão colegiada foi proferida durante sessão presencial realizada na manhã desta quinta-feira (26).

Escrito por
Bruno Leite bruno.leite@svm.com.br
Foto de sessão plenária do TSE.
Legenda: Requerimento pedindo homologação da aliança partidária foi apresentado à Corte Eleitoral em dezembro de 2025.
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE.

O Pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu, por unanimidade, em sessão presencial, realizada na manhã desta quinta-feira (26), em Brasília, o registro de federação partidária União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. 

O processo recebeu parecer favorável da relatora, a ministra do TSE Estela Aranha. Acompanharam o voto da magistrada os ministros André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Floriano de Azevedo Marques e Ricardo Villas Bôas Cueva.

O procedimento solicitando a homologação da aliança partidária foi apresentado à Corte Eleitoral em 5 de dezembro de 2025. O acordo havia sido anunciado em abril daquele ano, durante um evento no Congresso Nacional.

À época do protocolamento do pedido de registro, as legendas publicaram em seus canais oficiais que o ato confirmava "uma das forças políticas mais relevantes do país com o maior número de senadores, governadores, deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores".

Funcionamento 'integrado'

Ao que divulgou o União Brasil, nesta quinta-feira, a federação será comandada pelo presidente nacional da agremiação, Antônio Rueda. O objetivo é que ambos os partidos passem a funcionar de maneira integrada nas instâncias municipais, estaduais e federais, além das Casas Legislativas, onde irão atuar como um bloco partidário.

Segundo Rueda, a federação "nasce após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros".

"Agora, formalmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é hora de começarmos a concretizar tudo aquilo que planejamos: fazer o Brasil se desenvolver e gerar dignidade aos brasileiros”, completou.

Peso político da federação

A União Progressista é vista como uma peça estratégica devido ao seu peso eleitoral. Nacionalmente, a junção das siglas detém a maior fatia do Fundo Eleitoral (quase R$ 1 bilhão) e o maior tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão. 

Antes da homologação pelo TSE, a aliança enfrentou um cenário de desgastes internos e disputas políticas, com conflitos regionais e divergências sobre alianças e apoios que miram as eleições de 2026.

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Em Pernambuco, entraves políticos e os arranjos eleitorais foram utilizados como justificativa para o envio de um ofício à cúpula do União Brasil, pelo deputado federal Mendonça Filho (União), pedindo o cancelamento da federação.

No Ceará, o cenário é de indefinição. Atualmente, a federação está rachada no Estado. Há, de um lado, uma ala que defende o alinhamento com o governador Elmano de Freitas (PT) e, do outro, um grupo que busca permanecer na oposição. Ambos disputam o controle da presidência estadual do órgão partidário federado. 

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