Ministra Cármen Lúcia toma posse pela 2ª vez como presidente do TSE

Ela permanecerá por dois anos no cargo, e presidirá as eleições de 2024, sucedendo Alexandre de Moraes

Escrito por Diário do Nordeste/Agência Brasil producaodiario@svm.com.br
03 de Junho de 2024 - 21:54 (Atualizado às 06:32, em 04 de Junho de 2024)
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Legenda: Esse é o segundo mandato de Cármen Lúcia como presidente da Corte Eleitoral
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (3). Ela ficará dois anos à frente da Corte, assumindo o posto de Alexandre de Moraes. 

 A ministra será responsável por comandar as eleições municipais de outubro. A cerimônia de posse teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, além de outras autoridades. 

Contra o vírus da mentira, o remédio eficaz da liberdade de informação séria e responsável. A raiva desumana que se dissemina produzindo guerras entre pessoas e entre nações tem preço, e o preço pago por ceder ao medo e aos ódios é a nossa liberdade mesma. O fermento do ódio ao outro é o medo, propaga-se nessa inaceitação da diferença
Cármen Lúcia
Ministra e presidente do TSE

Será a segunda passagem da ministra pela presidência do TSE. Em 2012, Cármen se tornou a primeira mulher a comandar a Justiça Eleitoral e o pleito municipal daquele ano.

O ministro Nunes Marques ficará com a vice-presidência do tribunal pelo mesmo período.  Os ministros André Mendonça (STF), Raul Araújo e Maria Isabel Galotti (STJ), Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares (Advocacia) completam a composição do plenário.

O TSE é composto por um total sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e dois advogados com notório saber jurídico indicados pelo presidente da República.

Brasil terá 'eleições livres e democráticas'

A nova presidente também garantiu que o Brasil terá eleições livres e democráticas em outubro. Cármen também acrescentou que a disseminação de mentiras pelas redes sociais é um “desaforo tirânico” contra as democracias e que os abusos não serão tolerados. 

“O algoritmo do ódio, visível e presente, senta-se à mesa de todos. É preciso ter em mente que o ódio e violência não são gratuitos. Instigados por mentiras, reproduzem-se. Esses ódios parecem intransponíveis, mas não são”, completou. 

Na cerimônia, Cármen elogiou o trabalho de Alexandre de Moraes e disse que o ministro teve atuação “firme e rigorosa” em defesa da democracia nas eleições de 2022. Durante a fala, Moraes foi aplaudido pelo plenário. 

“A atuação foi determinante para a realização de eleições seguras, sérias e transparentes em um momento de grande perturbação, provocada pela ação de antidemocratas, que buscaram quebrantar os pilares das conquistas republicanas nos últimos 40 anos", afirmou. 

 

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