Rueda e Ciro Nogueira são a favor de apoio a Ciro Gomes no Ceará, diz Capitão Wagner

A declaração foi registrada em documento do Diretório Nacional da Federação União Progressista.

Escrito por Milenna Murta* e Bruno Leite producaodiario@svm.com.br
29 de Julho de 2026 - 11:30

O presidente estadual da Federação União Progressista e candidato ao Senado Federal, Capitão Wagner (União Brasil), afirmou ter anuência da presidência nacional da Federação à decisão de apoiar a chapa de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará.

A formalização foi feita em documento assinado na noite da terça-feira (28) e divulgado na manhã desta quarta-feira (29). O grupo, que junta os partidos União Brasil e Progressistas, tem enfrentado impasse no Estado.

Os diretórios estaduais das siglas, individualmente, haviam declarado apoio a Elmano de Freitas (PT).
Legenda: Os diretórios estaduais das siglas, individualmente, haviam declarado apoio a Elmano de Freitas (PT).
Foto: Divulgação.

O apoio ao tucano já havia sido confirmado no domingo (26), durante a convenção partidária que oficializou as candidaturas de Wagner ao Senado e Roberto Cláudio (PSDB) à vice na chapa de Ciro. Entretanto, os diretórios estaduais entraram com pedido de anulação da decisão na segunda-feira (27).

Conforme explicou Wagner, em coletiva de imprensa, a federação tomou a iniciativa de acionar o diretório nacional para questionar sobre a deliberação de apoio, "para que eles dissessem se estava válido". Em manifestação oficial, o presidente e o vice-presidente da Federação União Progressista, Antônio Rueda (União) e Ciro Nogueira (Progressistas), reiteraram a licitude.

"A direção nacional decide, primeiro, quanto à coligação majoritária e à chapa majoritária, esclarecer que a Convenção Estadual da Federação União Progressista constitui a instância competente para formar a vontade eleitoral comum da Federação do Estado, de modo que suas deliberações sobre coligação majoritária e escolha de candidatos aos cargos de governador vice-governador e senador permanecem válidas e obrigatórias", diz o documento assinado pelos líderes da federação e lido por Wagner durante a coletiva.

A decisão judicial quanto à anulação, segundo Wagner, deve ocorrer apenas na quinta-feira (30). Entretanto, ele afirma entender o registro como prova de que não há "qualquer cabimento" na ação enviada à Justiça, uma vez que "o nosso estatuto diz que, se há alguma divergência aqui [no Estado], se consulte a nacional do partido".

Antes, os diretórios estaduais de cada sigla, individualmente, haviam decidido por apoiar a candidatura de Elmano de Freitas (PT) na disputa de governador, inclusive com a possibilidade de indicação para vice-governador ou senador na chapa governista registrada na ata da convenção partidária das siglas.

Conflito interno

Na decisão apresentada pelo eixo nacional da federação, é estabelecido que não há divergência a ser solucionada pelo Diretório Nacional entre os partidos federados. Conforme o documento, "o conflito é entre decisões partidárias internas e decisão federativa estadual". Para a direção, "as deliberações têm caráter interno e indicativo".

"A Direção Nacional reconhece a higidez estatutária da Convenção Estadual da Federação União Progressista–CE realizada em 26 de julho de 2026, inclusive quanto à participação na coligação “UNIR PARA MUDAR” e à escolha da chapa majoritária, que permanecem válidas e obrigatórias para os partidos federados no Estado, não se verificando, nesse ponto, divergência entre os partidos que reclame intervenção nacional além da orientação interpretativa ora fixada", diz o documento.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Jéssica Welma.

Este conteúdo é útil para você?

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado

Colunistas

Edição do Dia