O deputado federal André Fernandes (PL) comentou sobre críticas que estaria recebendo do senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato ao Governo do Ceará. O parlamentar, que preside o PL Ceará, defendeu a união das forças de oposição para a disputa eleitoral de 2026.
Em entrevista ao PontoPoder nessa terça-feira (9), Fernandes ressaltou que mantém respeito e admiração pelo senador e disse esperar que a oposição não repita os erros cometidos na eleição municipal de Fortaleza, em 2024.
Nas últimas semanas, Girão tem feito críticas à aproximação entre o PL cearense e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que foi lançado como pré-candidato ao Governo do Estado com apoio de lideranças bolsonaristas no Ceará.
Segundo André, a postura do senador não condiz com a relação construída entre eles nos últimos anos.
"Tenho recebido algumas críticas, inclusive do pré-candidato Girão, que eu não sei o motivo. Ainda o considero como um amigo (...) Tenho profundo respeito e admiração por ele, não entendo os motivos dos ataques"
Apesar das divergências, o deputado afirmou que pretende manter o foco nas discussões sobre o cenário estadual.
"Espero que não se repita o erro de 2024. Se a gente tivesse saído de fato unido no primeiro turno, o resultado seria diferente", avaliou.
À época, André Fernandes disputou o segundo turno com Evandro Leitão (PT) e acabou derrotado. No primeiro turno, a disputa teve ainda José Sarto (ex-PDT; atualmente, no PSDB), Eduardo Girão (Novo) e Capitão Wagner (União).
Defesa da união da oposição
André Fernandes voltou a citar conversas que manteve com lideranças oposicionistas antes das convenções municipais do ano passado. Segundo ele, chegou a propor uma composição que reunisse diferentes grupos políticos em torno de um projeto comum.
"Conversei bem antes das convenções com Girão e Wagner", revelou. Segundo ele, a proposta era que os dois o apoiassem à Prefeitura e, em troca, ele os apoiaria para o Governo do Ceará e para o Senado Federal, respectivamente.
Na avaliação do parlamentar, a experiência de 2024 demonstrou a necessidade de ampliar alianças para enfrentar o grupo governista liderado pelo PT no Estado.
"Não adianta eu chegar aqui hoje e, porque estou à frente do PL, achar que o partido tem potencial de sozinho eleger um governador. Não tem. Temos que ter o pé no chão. O PL ainda não tem essa força no Ceará", disse.