Polícia Civil da Bahia divulga edital de concurso com 750 vagas e salários de até R$ 16 mil

As inscrições acontecem entre os dias 7 de agosto e 8 de setembro.

Escrito por Renato Bezerra renato.bezerra@svm.com.br
31 de Julho de 2026 - 14:14 (Atualizado às 06:07, em 03 de Agosto de 2026)
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Legenda: O certame reserva 100 vagas para delegado, 150 para escrivão e 500 para investigador.
Foto: Divulgação PC-BA.

A Polícia Civil do Estado da Bahia (PC-BA) publicou edital de concurso público com 750 vagas imediatas, distribuídas entre os cargos de delegado, investigador e escrivão de polícia, todos de nível superior

Do total de oportunidades, 100 vagas são destinadas para delegado, 150 para escrivão e 500 para investigador. 

Segundo o edital, as remunerações iniciais variam de R$ 6.433,06 a R$ 16.495,67, para uma jornada de 40 horas por semana.

Para se candidatar, é preciso atender aos seguintes requisitos:

  •     Investigador de Polícia: exige nível superior em qualquer área de formação e CNH na categoria B. 
  •     Escrivão de Polícia: exige nível superior em qualquer área de formação. 
  •     Delegado de Polícia: exige bacharelado em Direito. 

>>Veja edital completo

Como se inscrever?

As inscrições acontecem entre os dias 7 de agosto e 8 de setembro, exclusivamente pelo site do Instituto AOCP, que é a banca organizadora.

A taxa de inscrição é no valor de R$ 220 para os cargos de delegado e R$ 190,00 para investigador e escrivão. Inscritos no CadÚnico poderão solicitar isenção de pagamento

O certame reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência, e 30% para candidatos negros (pretos e pardos). 

Provas

Os inscritos serão avaliados por meio de provas objetivas e discursivas, que serão aplicadas no dia 6 de dezembro em Salvador. As estapas do certame ainda incluem prova de títulos, Teste de Aptidão Física (TAF), exames médicos e psicológicos, investigação social e curso de formação. 

A prova objetiva será composta por 100 questões, sendo 40 de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos a partir da área escolhida pelo candidato. Para obter a correção da prova discursiva, no entanto, o candidato precisa alcançar o mínimo de 70% de aproveitamento na objetiva.

Segundo o professor Érico Palazzo, coordenador do Gran Concursos, uma novidade sobre o edital é a mudança da aplicação do TAF para depois da homologação do concurso, permitindo assim que o candidato direcione a preparação para as etapas teóricas. "O foco total do candidato agora deve ser 100% no conteúdo das provas objetiva e discursiva", destaca. 

Sobre a banca

Sobre o Instituto AOCP, o professor Diego Ribeiro - também coordenador do Gran Concursos - afirma que a banca costuma elaborar provas que valorizam a compreensão do conteúdo e sua aplicação prática. 

Por isso, segundo ele, a preparação deve começar pelas disciplinas que concentram maior relevância dentro da estrutura da prova e que tradicionalmente apresentam maior impacto na classificação final. 

"Entre os conhecimentos gerais, eu destacaria como prioridade Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Informática e Legislação Geral. São disciplinas que costumam apresentar bom poder de diferenciação entre os candidatos e exigem preparação consistente desde o início dos estudos", avalia. 

Nos conhecimentos específicos, a prioridade deve estar nas disciplinas jurídicas diretamente relacionadas à atividade policial, especialmente Direito Penal, Processo Penal, Direito Constitucional, Direito Administrativo e a legislação penal especial prevista no edital. Esse conjunto representa a base técnica da futura atuação do policial civil e, naturalmente, tende a receber grande atenção da banca"
Diego Ribeiro
Coordenador do Gran Concursos

Ainda na avaliação do especialista, outro ponto importante é o candidato estudar oara além da teoria, uma vez que o perfil do AOCP demonstra a resolução de questões como uma das ferramentas mais eficientes de preparação.

Nesse contexto, resolver provas anteriores permite identificar padrões de cobrança, compreender o nível de aprofundamento exigido e desenvolver maior velocidade na resolução das questões, conforme Diego Ribeiro. 

Investigador e Escrivão

Embora os cargos de investigador e escrivão tenham requisitos semelhantes e a mesma remuneração inicial, Diego Ribeiro orienta que a escolha da função deve ser mais pelo perfil profissional de cada atribuição do que pelo número de vagas. 

O investigador é o policial que atua diretamente na produção da investigação. Sua rotina envolve diligências, levantamento de informações, cumprimento de ordens de serviço, acompanhamento de operações e outras atividades externas relacionadas à apuração de infrações penais.

"É um cargo indicado para quem se identifica com uma rotina dinâmica, gosta de resolver problemas em campo e possui facilidade para tomar decisões em situações que exigem rapidez e adaptação", diz o professor.

Já o escrivão é responsável por conferir segurança jurídica à investigação. Cabe a ele documentar os atos do inquérito policial, elaborar termos, autos e demais peças cartorárias, além de controlar os procedimentos administrativos da unidade policial. Trata-se de uma função que exige elevado nível de organização, atenção aos detalhes, boa escrita e capacidade de lidar com grande volume de informações.

"Em outras palavras, quem busca uma atuação mais operacional tende a se identificar com o cargo de investigador. Já quem possui um perfil mais analítico, organizado e voltado para a produção técnica dos procedimentos policiais provavelmente encontrará maior afinidade com a carreira de escrivão", conclui o coordenador do Gran Concursos. 

 

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