Disputas em saúde

Parece estranho este título, entretanto, não é. Afinal, numa realidade que se tornou indiscutível, é de se ter por perfeitamente incabível a situação anômala a que chegou a saúde brasileira. Aqui, não se quer repetir denúncias, mesmo não consideradas. A renitência em falar sobre o descaso na saúde tem procedência continuada.

A imprensa já abordou o que denominou “batalha dos consórcios”, como sendo disputas políticas entre parlamentares e gestores municipais, motivando postulações de auditorias em setores integrantes da saúde pública neste Estado. E, certamente não fora por acaso...

Enquanto essas disputas e tantas outras ocorrem, não se nega o estado de calamidade de situações que motivam ocorrências na saúde da população, sem que o poder público as tenha sanado. Não se está a apontar as moléstias propriamente ditas, mas os veículos que as têm levado ao convívio social. Se não, onde as ações em bairros periféricos a possibilitar o saneamento em córregos pútridos, mares de bactérias; tratamento adequado às ruas e praças, com lacunas a olhos vistos, no cuidado que deveriam receber? 

Certamente, impõe-se à população veículos mais que eficazes à reprodução de um sem-número de males, impeditivos do alcance de mínima higidez na população periférica da cidade.

Argumentações de que faltam verbas, não prosperam.

Comumente, leva-se ao público eventos de toda natureza, oferecendo-lhe momentos de diversão / lazer; contratações essas, por óbvio, garantidas através de recursos elevados. É oportuno sugerir-se que, além desses ensejos, haja atenção prioritária à situação peculiar dos bairros, sem um e outro ficar prejudicado no seu intento e abrangência específicos. Em qualquer época ou sob o Governo que estivermos não é legítimo se alterar a ordem das prioridades cidadãs. A realidade continua superior à vontade política.


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