O poder ofensivo do Fortaleza

A diversificação nas conclusões é fundamental, pois dificulta a marcação dos adversários

David
Legenda: Atacante David, que teve grande atuação contra o Corinthians, é um dos artilheiros do Leão no Brasileiro
Foto: Thiago Gadelha

No atual cenário da Série A nacional, apenas dois times assinalaram mais gols do que o Fortaleza: o Palmeiras marcou 25 e o Bragantino marcou 23. Logo depois estão Fortaleza e Athletico-PR com 19 gols. Interessante a variação dos artilheiros tricolores. Robson, Yago Pikachu e David estão com quatro gols. Wellington e Igor Torres marcaram dois gols. Ederson e Christian marcaram um, cada. E houve o gol contra de Zé Gabriel na vitória sobre o Internacional. A diversificação nas conclusões é fundamental, pois dificulta a marcação dos adversários. Com a proposta ofensiva pregada pelo técnico Juan Pablo Voyvoda, certamente as possibilidades de ampliação da artilharia tenderão a ser confirmadas nas próximas jornadas. Isso se tornará mais viável se o volante Felipe usar com maior constância o potencial de chute de longa distância que ele tem. Felipe pode experimentar maior número de conclusões por partida, tornando ainda mais letal o índice de acerto da artilharia tricolor. Apesar do bom aproveitamento, poderia estar melhor. Explicação simples: as incríveis chances de gols desperdiçadas também são elevadas. Basta lembrar aquela em que Pikachu, além de perder o pênalti, mandou para fora a bola que o goleiro espalmou. Diante da trave escancarada, Pikachu chutou a glória para o espaço.

Contraste

O Ceará assinalou 13 gols na atual Série A. É o 11º colocado, com 15 pontos. Se comparado ao Fortaleza, que tem 19 gols, claro que haverá cobrança por melhor desempenho do Vozão. Entretanto, observe que o Atlético de Minas Gerais, terceiro colocado, assinalou só 14 gols, apenas um a mais que o Ceará, com o mesmo número de jogos. Portanto, pontuar será sempre mais importante.

Critério

O número de vitórias é o segundo critério para definir posições na última rodada, quando se estabelece quem entra e quem sai. O saldo de gols é o terceiro critério. Conclusão: golear é bom. Ter proposta ofensiva gera a possibilidade de marcação de um maior número de gols. Portanto, de vitórias também. Mas, às vezes, é um índice enganador. Analisar a produção é mais seguro.

Gols sofridos

Também é importante a análise sobre os gols sofridos. Claro, reflete no saldo. Mas também é um critério que nem sempre traduz a produção da equipe. Exemplo recente: o Ceará dominou o Cuiabá. Produziu mais. Manteve o jogo sob controle, mas tomou o empate no final. Pior que o saldo ter sido diminuído foi deixar ir embora os dois pontos a mais que teria com a vitória.

Conclusão

Há necessidade de um bom aproveitamento em todos os critérios. Há um conjunto de observações que não podem fugir da vista das comissões técnicas. As goleadas geralmente são enganosas. Devem ser festejadas pela elevação da artilharia, mas fazem parte das exceções. Mais que o placar, deve pesar a qualidade da produção. A qualidade é que garante uma sequência de triunfos mais consistente.

 

 



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