Nos últimos anos, a bicicleta elétrica tem se tornado uma alternativa cada vez mais popular nas grandes metrópoles brasileiras. Com o aumento do trânsito e o custo dos combustíveis, pessoas estão buscando soluções de mobilidade bem mais práticas, econômicas e sustentáveis.
As e-bikes, como as elétricas são denominadas, oferecem uma alternativa sustentável, econômica e ágil para evitar o trânsito diário sem a exigência de emplacamento ou CNH, desde que respeitem o limite de 32 km/h.
Mas a pergunta é: a bicicleta elétrica vale a pena para você? Neste conteúdo, vamos analisar suas vantagens e desvantagens, além de trazer dicas de uso, cuidados e orientações para escolher o modelo ideal para sua rotina.
Como funciona a bicicleta elétrica
Segundo Fábio Assunção, gerente de vendas de e-bikes em Fortaleza, a bicicleta elétrica mantém a estrutura de uma bicicleta comum, porém adiciona um sistema elétrico que reduz o esforço físico do ciclista. "Ela funciona combinando a força humana nos pedais com a propulsão de um motor elétrico alimentado por uma bateria recarregável. Simples assim", detalha.
Diferenças no esforço físico
As bicicletas elétricas oferecem a vantagem do "pedal assistido", ou seja, o motor complementa a força das suas pernas. Isso reduz significativamente o esforço exigido, permitindo chegar ao destino sem suor.
Já a bicicleta normal, isto é, ausente de qualquer bateria, "depende exclusivamente do seu esforço físico para vencer subidas e distâncias. É você que está no controle, pois ela só anda se você pedalar”, frisa Fábio Assunção.
Autonomia e uso no dia a dia
De acordo com o profissional, a autonomia das bicicletas elétricas varia entre 30 km e 80 km por carga, “dependendo da capacidade da bateria, do peso do condutor, do nível de assistência e do relevo”.
Ele avalia que, no dia a dia, elas são excelentes para deslocamentos urbanos, permitindo evitar o trânsito e chegar ao destino sem suor. A bateria de uma bicicleta elétrica dura de 2 a 5 anos (ou 500 a 1000 ciclos de carga).
Bicicleta elétrica precisa de CNH?
Uma das dúvidas mais comuns é: é preciso CNH para bicicleta elétrica? A resposta é não, desde que ela atenda às regras do Contran e do Detran.
A legislação brasileira define que, para ser considerada bicicleta elétrica, a bike deve ter potência máxima de 1.000 watts e não ultrapassar 32 km/h.
Para circular nas ciclofaixas e ciclovias, a bicicleta elétrica deve:
- Ter potência máxima de até 350 watts;
- Funcionar somente quando o condutor pedalar, mesmo que um motor o auxilie na tarefa;
- Não possuir acelerador ou qualquer outro dispositivo de variação manual de potência;
- Contar com indicador de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira, traseira e lateral, espelhos retrovisores em ambos os lados e pneus em condições mínimas de segurança;
- Uso obrigatório de capacete de ciclista.
Custo de uso e manutenção
Manter uma bicicleta elétrica custa em média entre R$ 30 e R$ 70 por mês. A maior parte dessa despesa é direcionada para substituição de peças de desgaste, recarga de bateria, revisão mecânica e depreciação da bateria. Comparado a motos e carros, o custo de "abastecimento" de energia é irrisório.
Qual a vantagem e desvantagem da bicicleta elétrica e comum?
Sem dúvida, a bicicleta elétrica é uma excelente alternativa para a mobilidade urbana. Ela oferece a agilidade e o benefício físico do ciclismo tradicional, mas com um "empurrão" do motor que ajuda a superar subidas e longas distâncias sem chegar suado ao destino. Isso com um custo de recarga de energia muito baixo.
Você ganha agilidade no trânsito, pois ela permite escapar dos congestionamentos nas vias e ciclovias, muitas vezes superando o tempo de deslocamento de carro em grandes centros urbanos. Outro benefício é sustentabilidade, pois é um veículo de zero emissões que contribui para a diminuição da poluição nas cidades.
Vantagens
- Agilidade;
- Economia de tempo;
- Sustentabilidade.
Porém, claro que há desvantagens. Uma delas é o valor elevado. Como assim? O custo para tê-la é bem maior que o de uma bicicleta comum de boa qualidade. Outra desvantagem é o peso elevado: devido o motor e à bateria, a bicicleta é mais pesada, o que pode dificultar a locomoção caso a bateria acabe durante o trajeto.
Existe também o risco de roubo, já que são veículos visados e de maior valor, exigem atenção redobrada ao estacionar em lugares inseguros. Por último há o problema da manutenção.
A manutenção da parte mecânica pode ser feita em bicicletarias comuns, mas a da elétrica e a troca de bateria exigem profissionais especializados e geram custos adicionais.
Desvantagens
- Valor alto;
- Menor exigência física;
- Manutenção.
Para quem cada tipo é mais indicado
Outro fator que deve ser considerado é a diferença entre os modelos e formatos disponíveis de bicicletas elétricas. As dobráveis, por exemplo, são ideais para quem tem pouco espaço em casa ou precisa levar a bicicleta no transporte público.
As urbanas, por outro lado, são as mais comuns, projetadas para deslocamentos diários. Já as de carga têm estrutura reforçada e maior capacidade de transporte, sendo usadas por entregadores e pequenos comerciantes.