O pênalti pertence ao futebol, mas não é o futebol

Confira a coluna desta quarta-feira (23) do comentarista Wilton Bezerra

Escrito por
Wilton Bezerra jogada@svm.com.br
(Atualizado às 08:40)
Legenda: O cobrador de pênalti nem precisa ser o melhor jogador do time
Foto: Shutterstock / SOMKKU

Quando acontece uma vez no jogo, vá lá. Quando em decisões de torneios, é uma paralisação do jogo. Cinco pênaltis batidos alternados e em seguida, um horror. O cobrador de pênalti nem precisa ser o melhor jogador do time.

ESPETÁCULO RARO

Tenho a sensação de que já foi assim. O clássico era um espetáculo raro, aguardado ansiosamente, por dias. De carro, vou passando por bares e restaurantes. Vejo os aparelhos de TV ligados nos clássicos (as rodadas são cheias deles) e a atenção quase zero para as partidas, os duelos. É como se as telas fizessem apenas parte do cenário dos locais. Seria porque o clássico é um acontecimento localizado na sua região? Ou essa banalização se dá pelo excesso de oferta do futebol, quando não se sabe ao certo por qual competição seu time está jogando? Sei lá. Pode ser apenas uma sensação de nossa parte. 

BUSCA

Sabem aquele desejo que todo time tem de contar com um meia de ligação que pense por todo o grupo? Em primeiro lugar, convenhamos, não seria exagero querer que um só jogador pense pela equipe toda? Mas, a ideia é do antigo meia clássico, de preciosos passes e lançamentos longos. Para esse, o futebol de velocidade dificultou a vida. O que deve ser buscado (e formado) é o organizador de jogadas entre linhas, seja qual for o esquema.

SUPERSTIÇÃO E ESTATÍSTICA

Há quem considere fundamentos sérios e coloque nas estatísticas a crendice. Exemplos. "Tal equipe não perde em meio de semana" ou “não ganha em sol escaldante". Mais ainda: "Vence mais com o uniforme tradicional ou sempre empata na estreia". Tem pra todo gosto e números. 

A FRASE

Juazeiro é uma cidade onde os tempos se misturam. Quando retorno de lá, ouço uma vozinha: "Volte logo, sua casa é aqui".

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