STF autoriza investigação da PF sobre repasses a filme sobre Jair Bolsonaro

Segundo o inquérito, a PF deve investigar o destino dos valores que foram repassados.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
23 de Julho de 2026 - 14:50
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Legenda: O levantamento envolve o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ).
Foto: Divulgação.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Polícia Federal (PF) investigue repasses de recursos feitos por Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme informações do jornal Folha de São Paulo.

Segundo o inquérito autorizado pelo magistrado, a PF deve investigar o destino dos valores que foram repassados. No dia 26 de maio deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre um pedido para ampliar o escopo da investigação. 

O levantamento envolve o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ). Na solicitação, Moraes citou a recente associação do filho de Bolsonaro com as negociações do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente. 

O pedido foi apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que pediu a Moraes autorização para a ampliação "objetiva e subjetiva" da investigação para incluir o senador Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro.

Eduardo, anteriormente, havia se posicionado afirmando que o pedido a Vorcaro focava no filme e não apresentava irregularidade alguma.

Antes da decisão desta semana, Mendonça solicitou parecer da PGR sobre a solicitação da PF. Paulo Gonet, Procurador-geral da República, se manifestou defendendo que havia elementos suficientes para a abertura.

PAPEL DE EDUARDO BOLSONARO

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro trabalhou como produtor-executivo do filme "Dark Horse". Segundo apurações do The Intercept Brasil divulgadas em maio, o filho do ex-presidente era responsável por captar recursos, tendo poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre a produção. 

Eduardo, que teve mandato cassado e vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, tentou omitir a conexão. Em post feito no Instagram, após notícias sobre o filme ter recebido dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, em conexão articulada por Flávio Bolsonaro, Eduardo afirmou que apenas cedeu os direitos de imagem e não tinha cargo de gestão na produção.

Um dia depois, porém, o ex-deputado federal publicou um pronunciamento nas redes sociais afirmando que destinou US$ 50 mil próprios, oriundos de seu curso "Ação Conservadora", para garantir o contrato inicial de dois anos com "um diretor de Hollywood" que desenvolveria o roteiro do filme sobre seu pai.

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