‘Não comemoro’: Jade vê violência política e disputa por voto feminino em Michelle x Flávio

Jade Romero concedeu entrevista à live PontoPoder nessa terça-feira (30).

Escrito por Ingrid Campos ingrid.campos@svm.com.br
01 de Julho de 2026 - 16:38
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Legenda: Ao PontoPoder, Jade também comentou sobre decisão de concorrer a deputada estadual e movimentações partidárias.
Foto: Thiago Gadelha/SVM.

A vice-governadora Jade Romero (PT) comentou, nessa terça-feira (30), o mais recente episódio de desgaste entre Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL), que repercute na disputa majoritária no Ceará. Para ela, não há o que comemorar sobre o que classifica como um conflito "familiar pelo espólio de (Jair) Bolsonaro”, apontando violência política de gênero e disputa pelo voto feminino.

“Quando muitos comemoravam aquele vídeo da Michelle, eu, pessoalmente, não comemoro, primeiro porque a violência política de gênero é uma pauta que une mulheres de esquerda e de direita, e aquele vídeo revela isso”, disse Jade em entrevista à live PontoPoder.

Ela se refere à publicação em que a ex-primeira-dama do Brasil comenta embate com o senador do Rio de Janeiro, relatando "palavras duras e tom agressivo" e ordem para ficar de fora das decisões do partido. "Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", acusou Michelle, no último dia 24.

Jade também classifica o voto feminino como "decisivo" nessa eleição, o que mobiliza esforços pela sua atração no campo conservador. "Somos nós, mulheres, que decidiremos quem vamos mandar para casa e quem vai nos representar. Então, eles estão disputando, na verdade, a atenção para tentar juntar um movimento de mulheres que esteja mais à direita”, declarou, ainda.

Michelle x Flávio e repercussões no Ceará

Nos vídeos publicados pela ex-primeira-dama Michelle, ela expôs crise envolvendo o PL Ceará e fez novas críticas ao apoio de correligionários à campanha do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará e à tentativa de retirar a vereadora Priscila Costa (PL) da disputa pelo Senado.

"O que aconteceu depois foi que, aproveitando-se da prisão do Jair, começaram a trabalhar para eliminar a Priscila da disputa, cedendo a vaga dela para garantir uma aliança com Ciro Gomes (...) Se o André queria agradar o Ciro, por que ele não ofereceu a vaga do próprio pai? Será que ele acha que retirar a vaga de uma mulher seria mais justo e fácil?", afirmou.

No dia anterior, André Fernandes havia rebatido críticas da ex-primeira-dama a Ciro. "Eu voto no Ciro Gomes e deixei isso sempre claro, não escondo de ninguém. [A Michelle Bolsonaro] Faz o que ela quiser, eu voto no Ciro Gomes. O meu voto é no Ciro Gomes e eu já expliquei os motivos", disse ao jornal "O Sobralense".

Segundo Michelle, as críticas desencadearam um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República. "Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras e tom agressivo defendendo André Fernandes (...) E não foi só ele, os irmãos vieram juntos de forma coordenada, com textos bem parecidos uns com os outros, pareceu combinado, premeditado", completou.

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