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Com voto de Fux, STF forma maioria para pagar parte dos 'penduricalhos' a juízes e MP

O julgamento dos recursos sobre o caso segue até terça-feira (30).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
27 de Junho de 2026 - 14:22
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Legenda: Luiz Fux, no entanto, divergiu em um dos pontos da discussão sobre os "penduricalhos".
Foto: Bruno Moura/STF.

Com o voto do ministro Luiz Fux, neste sábado (27), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para pagar parte dos "penduricalhos" pagos a magistrados e integrantes do Ministério Público.

Fux acompanhou a maior parte do voto conjunto dos relatores. Sendo assim, devem ser autorizados os pagamentos das verbas retroativas e que estavam suspensas, desde que a legalidade e a regularidade do processo tenham sido verificadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Pela decisão da Corte, passa a ser permitido o pagamento em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões judiciais acumulados antes da definição das novas regras sobre os "penduricalhos". Informações são do g1.

Divergência de voto

Os "penduricalhos" são verbas que aumentam o contracheque de funcionários públicos e que, somadas, extrapolam o teto constitucional, que é o salário de R$ 46,3 mil dos próprios ministros do STF.

Embora Fux tenha acompanhado o voto dos demais ministros da Corte, que concordam que juízes podem receber, ao mesmo tempo, a gratificação por atuar em comarcas de difícil provimento e a gratificação pelo exercício da jurisdição, o magistrado divergiu em um dos pontos discutidos.

Os relatores propuseram o pagamento de indenizações limitado a 35% do salário mensal do magistrado. No entanto, para Fux, esse teto não deve existir, e os valores devem ser pagos integralmente. A justificativa, segundo ele, é que são direitos já adquiridos.

O julgamento dos recursos no plenário do STF deve seguir até terça-feira (30).

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