Copa do Mundo de 2030 terá seis sedes e será disputada em três continentes, incluindo América do Sul

Edição história do Mundial terá partidas na América do Sul, Europa e Áfria

Escrito por Brenno Rebouças brenno.reboucas@svm.com.br
08 de Julho de 2026 - 17:00
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Legenda: Pela primeira vez na história, seis países-sede foram escolhidos para a Copa do Mundo
Foto: Divulgação/Fifa
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Ainda restam oito jogos para o fim da Copa do Mundo de 2026, mas com a queda do Brasil nas oitavas de final, o torcedor brasieliro já olha para a próxima edição do Mundial, que será realizada em 2030 e vai celebrar os 100 anos de disputa da maior competição de futebol do planeta. A edição histórica terá seis sedes e estará dividida em três continentes.

A candidatura vencedora para receber a Copa em 2030 foi a feita em conjunto por Portugal, Espanha e Marrocos, o que contempla a Europa e África. Pelo caráter centenário, no entanto, a Fifa costurou junto à Conmebol a realização de três partidas na América do Sul, continente que sediou o primeiro torneio mundial de seleções, em 1930, no Uruguai.

Se o formato com 48 seleções se mantiver, teremos 104 jogos ao todo, com 101 deles sendo realizados entre Portugal, Espanha e Marrocos e 3 sendo disputados entre Argentina, Uruguai e Paraguai. Cada país sul-americano ficará com uma partida, e estas marcarão a abertura da Copa. As seis seleções envolvidas nesta etapa terão mais de 10 dias de intervalo até a segunda rodada, para seguirem viagem até a Europa ou África e ter tempo para se adaptar ao local em que jogarão o restante da primeira fase.

A Copa de 2030 tem previsão de iniciar em 8 de junho na América do Sul, e em 13 de Junho na Europa e África. A final está para 21 de julho.

Classificados por antecipação

Como em todas as edições anteriores, a Copa de 2030 contará com classificação automática de todos os países-sede. Isso significa que a quatro anos do próximo torneio já conhecemos 6 das 48 seleções participantes. Em percentual, representa mais de 12% dos países que vão estar presentes.

Isso terá um impacto direto nas eliminatórias, principalmente para a América do Sul, que tem direito a 6 vagas diretas e uma por repescagem, mas já possui três países garantidos. O número de vagas para a Conmebol, no entanto, não deverá ser ampliado, salvo se a Fifa acatar o que defende o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, que é partidário de uma ampliação para 64 seleções em 2030.

No cenário atual, com 48 seleções, teremos sete seleções sul-americanas brigando por 4 vagas diretas e uma na repescagem. São elas: Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. As partidas das eliminatórias serão disputadas ao longo de todo o ciclo de 4 anos.

Novo torneio?

Com Argentina, Uruguai e Paraguai já classificados para 2030 por receberem, cada, um jogo da Copa; o modo como as três seleções vão encarar as eliminatórias é uma incógnita e isto poderia “contaminar” a disputa. Como motivação, portanto, a Conmebol dialoga com a UEFA a criação de um torneio internacional.

A ideia é colocar as três seleções mais bem colocadas nas eliminatórias da América do Sul com as principais seleções da Liga das Nações da Europa. Premiações em dinheiro altas, além da oportunidade de enfrentar grandes forças do futebol mundial, seriam o atrativo do torneio.

Ainda não existe um esboço de formato, tampouco o período em que a competição seria disputada.

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