Prefeito promete concluir reformas de seis hospitais em Fortaleza; veja datas

Unidades estão em bairros como Conjunto Ceará, Messejana e Antônio Bezerra.

Escrito por
Ana Alice Freire* e Nícolas Paulino ceara@svm.com.br
(Atualizado às 14:48)
Fachada moderna do
Legenda: Hospital da Mulher é uma das unidades que deve ter reforma entregue.
Foto: Divulgação

Cerca de 80% da população de Fortaleza depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para cuidar da vida, segundo a Prefeitura. Diante deste cenário, a gestão municipal apresentou nesta quarta-feira (19) um cronograma de conclusão para as reformas e ampliações de seis hospitais que compõem a rede.

As informações foram repassadas pelo prefeito Evandro Leitão durante a apresentação dos resultados alcançados pela área da saúde, no primeiro quadrimestre de 2026, no auditório do Paço Municipal.

Segundo o gestor, as entregas começam já no início de julho. O Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, que recebeu um aporte de R$ 50 milhões em infraestrutura e novos equipamentos, deve ser inaugurado “no dia 2 ou 3 de julho”. A unidade já teve várias datas de reabertura, mas foram todas adiadas. 

Veja também

Iniciada em março de 2025, a reforma deve dar novas condições operacionais ao prédio. A unidade contará com 144 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de centros cirúrgicos e centro de imagem.

Na mesma quinzena, a expectativa é que o Hospital da Mulher, no Jóquei Clube, finalize a requalificação do seu centro cirúrgico. 

Para quem aguarda cirurgias e procedimentos de urgência, o prefeito Evandro Leitão garantiu que os hospitais Frotinha do Antônio Bezerra e Frotinha da Parangaba estarão com suas reformas concluídas até outubro.

A descentralização do atendimento também passa pelo Hospital Distrital Gonzaga Mota (Gonzaguinha) da Barra do Ceará, que, após a entrega de novos leitos de enfermaria nesta semana, deve concluir sua ampliação total entre novembro e dezembro. 

Já o Centro de Tratamento de Queimados do Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro, unidade de referência para casos graves, deverá ser requalificado em breve mas com previsão de entrega para o final deste ano. 

Ao falar sobre o impacto dessas obras, Evandro destacou a vulnerabilidade de quem busca socorro. “As pessoas que batem na porta de uma estrutura de saúde vêm já doloridas, fragilizadas. São pessoas que, se não tivesse o SUS, não teriam a quem recorrer”.

Heliponto do IJF fechado desde 2019

O prefeito também deu sinalizações sobre o heliponto do IJF, desativado há sete anos. Quando foi inaugurado, o espaço tinha capacidade de receber simultaneamente até três helicópteros, mas em julho de 2019 a direção do hospital anunciou que realizaria obras de manutenção preventiva - processo que nunca foi finalizado.

Nesta sexta (19), Evandro projetou a recuperação para 2027, reforçando que o local é essencial “até porque salva vidas”. Na ocasião, ele criticou as últimas duas gestões municipais, que estavam cientes do problema, mas não o solucionaram.

Balanço da área da Saúde

Os anúncios ocorreram durante um balanço do eixo "Saúde que Cuida", parte do programa Fortaleza Inclusiva, que avaliou um ano e meio de gestão. O evento detalhou como a Prefeitura buscou reorganizar a rede através de um tripé: melhoria da infraestrutura, contratação de pessoal e regularização de insumos.

Entre as principais conquistas apresentadas, destacam-se:

  • Reforço de pessoal: convocação de mais de 2.500 novos profissionais para as unidades de saúde.
  • Redução de filas: a fila para exames de tomografia, que contava com 43 mil pessoas, foi reduzida para 3 mil;
  • Ampliação da estrutura: 642 leitos reabertos e/ou requalificados;
  • Medicamentos: regularização da oferta de cerca de 136 tipos de medicamentos, com monitoramento diário da logística de entrega.

Além disso, Evandro defendeu o fortalecimento da Atenção Primária (atendimento nos postos de saúde), primeira porta de entrada do cidadão no SUS. “E aí, quando eu digo fortalecer, é nós termos mais equipes, mais profissionais”, ressalta.

Atualmente, a capital tem 17 unidades básicas em reforma simultaneamente, e um novo equipamento deve ser aberto no Mondubim com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Dahiana Araújo.

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado
Este conteúdo é útil para você?
Assuntos Relacionados