Arquidiocese de Fortaleza cria comissão para proteção do patrimônio eclesiástico

Arquitetura, arte sacra e itens de valor histórico serão contemplados em ações de salvaguarda e conservação.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
08 de Agosto de 2026 - 14:14
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Legenda: A Catedral Metropolitana de Fortaleza, sede da Arquidiocese de Fortaleza, destaca-se como um dos maiores símbolos do patrimônio histórico e eclesiástico da Cidade.
Foto: Reprodução/Catedral Metropolitana de Fortaleza.

Um novo grupo formado por membros do clero e pesquisadores foi criado para preservar, valorizar e difundir a arquitetura religiosa, a arte sacra, os bens culturais e o patrimônio histórico da Arquidiocese de Fortaleza.

A Comissão Arquidiocesana de Arquitetura, Arte Sacra e Bens Culturais, estabelecida na última sexta-feira (7), foi criada pelo Arcebispo Dom Gregório Paixão para atuar na assessoria de questões ligadas à conservação, valorização, pesquisa, catalogação e difusão do patrimônio eclesiástico.

O decreto de criação destaca a “necessidade de proteger” bens móveis, imóveis e itens ligados à Arquidiocese, como igrejas, capelas, edifícios históricos, imagens sacras, documentos, arquivos e bibliotecas.

O Arcebispo argumenta que esses bens “constituem um precioso testemunho da ação evangelizadora da Igreja (...) e representam um importante instrumento para a transmissão da fé às futuras gerações”.

A Comissão instaurada prevê a elaboração de projetos de conservação, restauração e conscientização, desenvolvendo estudos em parceria com organismos públicos e privados dedicados à proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural. 

Comissão multidisciplinar tem 10 membros

A decisão se fundamenta na Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, que fala da responsabilidade da Igreja em assegurar a tutela do patrimônio sacro e da criação de Comissões Diocesanas de Arte Sacra

Apoia-se, também, em documentos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que destacam a importância da cooperação entre a Igreja e especialistas na preservação de bens, visando conciliar as normas litúrgicas com o seu valor histórico e artístico.

A comissão será multidisciplinar e composta por 10 membros, sendo cinco ligados à Igreja e cinco especialistas de diferentes áreas. Confira a composição:

  • Mons. João Jorge Corrêa Filho;
  • Pe. Rafhael Silva Maciel;
  • Pe. Tiago Geyrdenn de Oliveira Gomes;
  • Pe. Helano Sami da Silva Holanda;
  • Pe. Sidney Mendonça de Oliveira;
  • Dr. Daniel Gomes de Miranda;
  • Dr. Gustavo Adolfo Paiva dos Santos
  • Dra. Ana Paola Teixeira de Souza Santos;
  • Dra. Letícia Costa e Silva;
  • Dr. Danúsio Sales Jucá.

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