O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou, nesta segunda-feira (3), um novo protocolo de vacinação contra a poliomielite, doença viral que pode causar sequelas graves, como a paralisia infantil. Além das três doses e de uma quarta dose de reforço, o esquema vacinal contra o vírus passa a contar com uma segunda dose de reforço, que deve ser aplicada aos 4 anos de idade.
Segundo a secretária de Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho, todos os municípios já receberam as novas doses para iniciar a campanha a partir de hoje. Em Fortaleza, a vacinação estará disponível diariamente, em todos os 134 postos de saúde da Capital, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Nas demais cidades, a orientação é consultar os canais oficiais das secretarias municipais de saúde para conferir os postos que já iniciaram a vacinação.
crianças devem receber a nova dose de reforço na Capital.
O novo esquema de vacinação contra a poliomielite integra a Campanha Nacional de Multivacinação deste ano, que tem como intuito atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A campanha vai até o dia 1º de setembro.
O que mudou no cronograma vacinal?
Aplicada anteriormente por via oral, a vacina passou a ser exclusivamente injetável em novembro de 2024, com aplicação em três doses e um reforço. Agora, o cronograma ganha uma segunda dose de reforço, que deve ser aplicada aos quatro anos de idade.
Assim como as demais doses, esta será aplicada com a vacina inativada poliomielite (VIP), único método de proteção desde a mudança para a vacina injetável. A mudança acrescenta uma nova dose para garantir maior proteção às crianças. As primeiras três doses seguem sendo aplicadas aos dois, quatro e seis meses de idade, e a primeira dose de reforço segue aos 15 meses.
Como será o novo esquema vacinal?
- Primeira dose: Aos 2 meses de idade
- Segunda dose: Aos 4 meses de idade
- Terceira dose: Aos 6 meses de idade
- Primeiro reforço: Aos 15 meses (1 ano e 3 meses) de idade
- Segundo reforço: Aos 4 anos de idade
Por que vacinar contra a poliomielite?
A poliomielite é uma doença viral que pode causar sequelas graves, sendo a principal delas a paralisia infantil.
Apesar de o Brasil considerar a doença erradicada desde 1989 e boa parte do mundo não registrar casos há décadas, dois países ainda contam com casos do vírus selvagem que causa o problema de saúde – Afeganistão e Paquistão –, o que faz com que a vacinação ainda seja essencial para evitar uma possível retomada de casos.
Com a chegada de uma quinta dose contra a doença, pais e responsáveis devem ficar ainda mais atentos às cadernetas de vacinação das crianças, já que a proteção completa só é garantida com a aplicação de todas as doses.
“A gente realiza esse monitoramento, essa vigilância, para manter sempre as coberturas vacinais em níveis elevados, em níveis homogêneos, tanto entre os países como entre os estados e entre os municípios, porque se a gente tem um acúmulo de crianças não vacinadas, com esquema de vacinação em atraso, a gente coloca um cenário de risco de retorno dessa doença”, contextualiza Ana Karine Borges, coordenadora de Imunização do Ceará.
“A proteção só se dá por completo mediante o esquema de vacinação também completo”, acrescenta.