Hipertensão, diabetes, problemas no coração e nas articulações. Antes consideradas ‘doenças de adultos’, hoje estão se manifestando cada vez mais cedo. Uma das razões para o cenário é o aumento da obesidade entre crianças e adolescentes. Em 2025, um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontou que a prevalência de obesidade (9,4%) entre 5 a 19 anos superou a taxa de desnutrição (9,2%).
ATUALIZAÇÃO (feita no dia 7 de julho às 16h54): Na primeira versão desta matéria, o Diário do Nordeste utilizou o termo 'obesidade infantil' no título. Corrigimos para a expressão 'excesso de peso', uma vez que a obesidade é uma das categorias que se enquadra, juntamente com o risco de sobrepeso e sobrepeso.
No Ceará, a situação não é diferente. Dados levantados pelo Diário do Nordeste por meio do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde mostram que 40% das crianças na faixa etária de 0 a 9 anos têm excesso de peso (incluindo risco de sobrepeso, sobrepeso e obesidade) no Estado. Quando se trata da obesidade grave, condição em que o Índice de Massa Corporal (IMC) é extremamente elevado, 9 em cada 100 crianças cearenses são enquadradas nesse grau.
O cenário é resultado, principalmente, da substituição da alimentação tradicional por alimentos ultraprocessados, altamente calóricos e com menor custo benefício em relação aos itens mais saudáveis. Esse panorama preocupa especialistas porque, se as comorbidades e a obesidade não forem tratadas ainda na infância, os pacientes podem evoluir para uma vida adulta não saudável e provocar uma sobrecarga na rede pública de saúde.
No especial ‘Crescer com saúde’, o Diário do Nordeste traz um panorama da obesidade infantil no Ceará, apresenta quais ações de prevenção são realizadas no Estado e que tratamentos são oferecidos ao público para tentar frear a doença.
“Para mim, comer muita fruta era algo saudável, mas hoje eu descobri que o excesso de tudo pode causar a obesidade”, revela Sulamita Nascimento, mãe de Ednilson Felipe. Desde 2024, a criança de 9 anos realiza o tratamento contra a obesidade no Instituto da Primeira Infância (Iprede), no bairro Parque Manibura, em Fortaleza.
Segundo Sulamita, o filho chegou até o local após indicação do médico da rede pública. “O pediatra viu que o peso dele não era de uma criança da idade dele. Ele encaminhou para um nutricionista pediátrico e nós viemos para cá”, explica em entrevista ao Diário do Nordeste, realizada na instituição.
Conforme o Ministério da Saúde, a obesidade é caracterizado pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. A condição multifatorial é resultado de fatores genéticos, comportamentais e ambientais.
Para a realização do diagnóstico, o pediatra faz o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) e analisa o valor a partir das curvas de crescimento e percentis específicos para a idade e o sexo da criança.
A mãe de Felipe conta que ele tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). Mesmo com a seletividade alimentar, ele era uma criança que “comia de tudo”, e esse excesso pode ter levado ao ganho de peso, segundo a mãe.
“Antes, ele não tinha uma orientação de quantidade de frutas, então ele comia muito e isso causou o excesso de peso. O Felipe comia muita fruta calórica. Hoje em dia, eu tenho a quantidade exata de quanto ele pode comer cada coisa”, conta.
Especialistas ouvidos pela reportagem reforçam que a obesidade não pode ser analisada como uma ação individual da criança ou do adolescente. O ambiente, as questões sociais e econômicas são fatores que influenciam no surgimento da condição obesogênica. Assim, a obesidade é uma doença crônica, multissistêmica e que exige um tratamento para a vida toda.
Dados alarmantes
Na infância, a curva de crescimento e desenvolvimento é o principal parâmetro para mostrar se o peso está adequado ou não para determinada faixa etária. Segundo a endocrinologista Izabella Tamira, cada faixa etária e cada sexo possuem taxas específicas que, conforme a criança vai crescendo, devem acompanhar o gráfico.
“Quando você coloca o valor na curva, se o IMC estiver acima de dois desvios padrões de média, é considerado obesidade. Se o desvio for de apenas um, é sobrepeso, e acima de mais três, é uma obesidade grave”, exemplifica a médica.
No Estado, os dados analisados dos últimos 10 anos mostram uma tendência crescente do problema, especialmente após os cinco anos de idade.
Os números apresentados acima são alarmantes, mas estão subalimentados, segundo a nutricionista e doutora em Saúde Coletiva, Cláudia Machado. Ela utiliza a base de dados governamental em suas pesquisas e explica que eles dizem respeito, principalmente, às crianças atendidas na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ou seja, os índices podem ser ainda piores se for considerado também o público atendido no setor privado da saúde. A professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) orienta, então, a observar a frequência da obesidade com os dados do Sisvan. O que ela encontrou nos estudos é que, a cada ano, essa prevalência têm crescido.
Um estudo apresentado pela nutricionista revelou que, entre 2014 e 2024, a taxa de incremento anual é de 1,79% nos casos de obesidade e 3,41% de obesidade grave, na faixa etária de 5 a 10 anos.
“[A obesidade] é um problema grave hoje e que vem ao longo do tempo se agravando, mostrando que, se não for feito nada, a tendência é que a gente tenha cada vez mais porque está crescendo muito mais nas piores modalidades”, destaca Cláudia.
Mudanças de comportamento
A endocrinologista pediátrica do Iprede, Lívia Vasconcelos, explica que as transformações no estilo de vida e da alimentação ao redor do mundo estão diretamente ligadas às mudanças na saúde de crianças e adolescentes.
Ela lembra que o século passado foi marcado por secas e misérias, resultando na fome e na desnutrição. “Nossos avós lidaram com seca, miséria e fome, então, quando eles viam uma criança gordinha era sinal que tinha boa saúde porque estava tendo acesso à comida”, desenvolve.
“Hoje em dia, as crianças estão mais acostumadas a ter uma alimentação de mais alimentos processados e, aliado a isso, estão mais sedentárias. Elas não brincam mais na rua, correm e jogam bola. A cidade não é mais segura como antes”, afirma a médica.
Os industrializados, principalmente os produtos ultraprocessados, estão cada vez mais presentes nas refeições dos brasileiros. Artigos publicados na revista científica The Lancet em novembro de 2025 apontaram que a participação desses produtos na alimentação do país passou de 10%, nos anos 1980, para 23%.
“Antes, eu pensava assim: ‘vou levar esse miojo porque vai ter aquele dia que eu não quero fazer comida’ ou ‘vou levar um xilito para alguma hora que precisar’. Hoje em dia, eu já não compro mais essas coisas para ficar beliscando. Prefiro fazer uma pipoca ou dar uma salada de frutas”
Assim, o consumo de ultraprocessados é apontado como um dos vilões do panorama atual da obesidade infantil. Formulados industrialmente, esses produtos são feitos, principalmente, de ingredientes refinados e aditivos, com pouco ou nenhum alimento integral. Isso faz com que possuam altos níveis de açúcares adicionados, amidos refinados, sal e gordura não saudáveis.
Além disso, são projetados para serem convenientes, altamente palatáveis e atraentes devido ao marketing, como explica o Unicef. Crianças que possuem fácil e livre acesso às telas são mais impactadas pelas publicidades e acabam criando um desejo de consumo dos ultraprocessados.
O excesso de telas também causa outros impactos na alimentação infantil, como a diminuição da saciedade e um sono de baixa qualidade. “Se a criança fica muito tempo na tela, ela acaba comendo na frente da tela. E se você comer sem prestar atenção, você não vai perceber os seus sinais de saciedade e vai comer muito mais do que você precisa”, detalha Izabella Tamira.
Aliado às telas, o sedentarismo de crianças e adolescentes também é um fator crucial para o desenvolvimento da obesidade. “Antigamente, a gente vivia em uma Fortaleza que era extremamente segura e as crianças passavam mais tempo na rua brincando, correndo e jogando bola”, relembra Lívia.
No entanto, a inatividade física não deve ser relacionada somente à “falta de força de vontade” da criança, alertam as especialistas. É preciso que exista um ambiente favorável e disponibilidade dos pais para que os filhos sejam estimulados a se movimentar, além de políticas públicas eficientes que promovam a saúde e sociabilidade.
A médica do Iprede relembra o caso de uma mãe atendida no projeto que afirmou não ter coragem de levar o filho para a pracinha devido à insegurança pública. Conforme a nutricionista e doutora em Saúde Coletiva, Soraia Machado, o ambiente seguro é responsável ou não pelo incentivo às práticas de atividade física.
“Até a escala 6 por 1 tem tudo a ver com a alimentação, porque pessoas exaustas não têm tempo de planejar uma alimentação saudável, de comprar alimentos saudáveis. A pobreza e as condições adversas que muitos cearenses vivem impactam na obesidade infantil”
“Se eu tenho um bairro seguro com pavimentação, a criança consegue jogar na pracinha porque a mãe se sente segura para deixar. Mas se eu tenho um bairro onde tem um toque de recolher, onde as ruas não têm iluminação e são esburacadas, é pouco provável que aquela família inteira se movimente”, completa a professora do curso de Nutrição da Uece.
Outra questão é também que a falta de recursos financeiros impacta na má alimentação e na saúde das crianças. Famílias mais vulneráveis economicamente compram mais alimentos ultraprocessados ou embutidos pelo preço mais barato. Nas casas onde os pais vivem uma sobrecarga de trabalho e pouco retorno financeiro, a qualidade da alimentação é sacrificada.
“Se eu me levanto, faço um suco de laranja para o meu filho, tem menos chance dele desenvolver ou de agravar um quadro de excesso de peso. Mas se, por exemplo, minha rotina é corrida, eu só saio de casa 5 horas da manhã, meu filho de 10 anos com a de oito já tem que se organizar e vão para a escola que é pertinho, é muito menos provável que eles tenham uma alimentação de melhor qualidade”, esclarece Soraia.
Comorbidades ‘de adulto’ cada vez mais comuns em crianças
Os exames de sangue de Pierre Nicolas, de 10 anos, mostraram taxas que surpreenderam os médicos. “Meu filho apresentou um colesterol muito alto para a idade dele. Era quase quatro vezes maior do que o valor de um adulto. A endocrinologista mostrou que houve uma alteração no fígado. Está com grau 2 de gordura no órgão”, relata o pai de Pierre, George Jean-Pierre, vendedor de motos.
O relato da condição atual da criança foi contado pelo pai em uma conversa com a reportagem do Diário do Nordeste após o atendimento no ambulatório de Nutrição vinculado à Endocrinologia Pediátrica do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará (UFC). A unidade hospitalar faz parte da rede de Hospitais Universitários (HU Brasil).
Segundo George Jean-Pierre, o filho está iniciando o tratamento no hospital para perder peso e melhorar as taxas de saúde. “Como ele está com gordura no fígado, a preocupação grande é essa. Vamos tentar reverter ao máximo para que ele não se torne uma criança doente”, afirma.
Uma das preocupações, segundo ele, é que há casos de resistência à insulina e aumento da pressão arterial na família. “Sou diabético tipo 2 e hipertenso, e a mãe dele também é hipertensa”, relata. Para George, as alterações nos exames representam um “alerta vermelho” e que “já era pra ter sido mudada a alimentação da família desde que soube que era diabético”.
Uma das consequências da obesidade infantil é o aparecimento dessas comorbidades em indivíduos jovens. A endocrinologista Izabella Tamira explica que a síndrome metabólica — presença simultânea de três das cinco condições: obesidade, hipertensão, diabetes, triglicerídeos e HDL — era mais comum entre os 30 e 40 anos.
“Hoje em dia, já está aparecendo na primeira ou na segunda década de vida. Isso muito por conta do ambiente obesogênico que a gente vive”, completa.
Para a endocrinologista Lívia Vasconcelos, apesar dessas crianças serem obesas, muitas têm deficiência de microvitaminas essenciais para o corpo, como a vitamina D, e o ferro. “Elas estão acima do peso porque a alimentação que possuem é de má qualidade [...] elas comem muito carboidratos, biscoito recheado, embutidos, mas falta o feijão, a carne”, afirma.
Com esse cenário em evidência, o alerta das médicas e nutricionistas ouvidas pela reportagem é que a obesidade infantil já é um grave problema de saúde pública, mas que não é tratado como deveria.
“Uma pessoa que passou a infância e adolescência sem obesidade pode se tornar um indivíduo obeso na fase adulta, mas é mais difícil porque as células não vão aumentar a quantidade, mas encher de tamanho. No caso de criança ou adolescente com obesidade, a tendência é de aumento também no número de células. Por isso, é muito mais difícil reverter [a obesidade] na vida adulta”
“Quando essa geração atingir a fase adulta, vamos ter muito mais problema e problema muito mais grave. É preciso entender isso para que esforços sejam direcionados para tratar e, principalmente, prevenir a obesidade infantil. E que, com isso, a gente comece a ter uma melhoria desses números dos adultos”, esclarece Soraia Machado.
A importância da prevenção é ainda mais importância porque, biologicamente, a tendência é que uma criança ou adolescente obeso mantenha o excesso de peso na vida adulta. Isso porque, à medida que o indivíduo engorda, as células do corpo tendem a crescer e podem se reproduzir se houver um excesso, o que dificulta a perda de gordura corporal.
Atendimentos no SUS
O filho de Sulamita realiza o tratamento contra a obesidade no Iprede, no bairro Parque Manibura, por meio do Projeto de Desenvolvimento e Comportamento (PDC). O local já funciona com essa demanda nutricional há 15 anos e atende pacientes que são agendados pelo posto de saúde, como explica o coordenador do PDC, Osivan Júnior.
“São crianças de 0 a 12 anos que chegam aqui e fazem uma avaliação inicial com a nutrição para ver se possuem os critérios nutricionais necessários para a admissão”, explica. Além do tratamento com profissionais da Nutrição, os pacientes passam pelas mãos de educadores físicos e médicos endocrinologistas.
Essa equipe médica tem orientado Sulamita a organizar a alimentação de Felipe e a entender o que é benéfico ou não na hora da refeição. Por exemplo, a mãe proibiu a criança de utilizar o celular enquanto come. Ela conta que esse foi um dos principais conselhos que recebeu dos especialistas desde que Felipe iniciou o tratamento nutricional e as terapias.
“Eles aconselharam que, se ele come assistindo, não vai deixar de comer, porque ele não presta atenção na comida [...] Ele vai comer, mas não vai ser uma coisa saciável, porque não vai sentir a comida. Ele vai prestar atenção somente na tela. Desde quando ele começou a terapia, ele não faz o uso da tela na hora da alimentação”, explica a mãe.
“Vejo esse trabalho [do Iprede] como essencial, principalmente, para poder orientar as famílias e elas poderem reestruturar a vida da criança, a rotina familiar. Aqui, nós trabalhamos somente uma porcentagem desse trabalho. A maior parte é a família em casa que vai ter que trabalhar com a alimentação que precisa ser ajustada, atividades de socialização para mudar o estilo de vida das crianças, a redução de telas e a diminuição do sedentarismo”
Além disso, ela relata ter aprendido mais sobre os alimentos ultraprocessados, como macarrão instantâneo e biscoitos. “Eu não levo mais para casa coisas que ele não deve comer. Foi um entendimento ao longo do tempo”, diz.
Sulamita leva as orientações, inclusive, para dentro de casa e aplica também no filho mais novo, de 3 anos. “Eu consigo perceber que meu mais novo não vai ter a necessidade de estar passando pelo que o Felipe passa. Ele vai ter um crescimento mais saudável do que antes o que achava que era saudável”, diz.
Além do Iprede, outro local de atendimento de crianças obesas é o ambulatório de Nutrição, vinculado à Endocrinologia Pediátrica do HUWC. A unidade atende principalmente crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, com obesidade associadas à comorbidades, reguladas via Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Fortaleza.
“Além de intervir tratando a diabetes, hipertensão, dislipidemia e outros, temos que interferir em como está o ambiente desse paciente em casa. Aqui, tentamos fazer todos os ajustes alimentares, sempre contanto com a nutrição”, detalha a endocrinologista pediátrica e coordenadora do ambulatório de obesidade e síndrome de Prader-Willi do HUWC, Luciana Férrer .
Uma das nutricionistas que atuam no ambulatório é Yasmin Paz, que também é preceptora de residência em Nutrição no HUWC. Ela esclarece que cada paciente recebe uma atenção diferenciada conforme à necessidade que apresenta.
No primeiro contato, é realizada a anamnese, na qual se coletam as “informações sobre estilo de vida, hábitos de atividade física, de consumo alimentar, como é o acesso da família às compras, se tem compras de alimentos ultraprocessados”.
Foi a partir dessa conversa orientada pelos especialistas que George, pai de Pierre Nicolas, fez uma autocrítica: “eu tinha o péssimo hábito de levar essas comidas de fora para dentro de casa”. “Eu passava e comprava um pratinho para a mãe e para ele. Só que ele não é um adulto igual a gente. Eu digo que o erro era meu porque eu pagava e comprava, assim com a mãe”, desabafa.
Em relação a esse contato com os familiares, Yasmin reforça que um trabalho feito com esses atores na consulta é de compreender que a criança consome esses alimentos porque estão de fácil acesso dentro de casa.
“Elas não tem tanta independência assim, não tem questão financeira para poder consumir. Existe algum adulto por trás que participa desse ato. Por isso, trabalhamos com eles para evitar na rotina trazer os ultraprocessados para casa”, esclarece.
Outro ponto é o fator socioeconômico das famílias que passam pelo HUWC: muitas vezes, vivem em vulnerabilidade social. “Tentamos trabalhar em cima das condições socioeconômicas da família para que seja algo viável para eles”, afirma Yasmin.
O foco do atendimento é, segundo ela, trabalhar com a criança a reeducação alimentar para que possa entender que “não é uma forma de castigo”. “Ele precisa compreender o motivo da consulta, quais os benefícios e que não é tão rápido assim. São passos de formiguinha mesmo”, diz.
“As crianças precisam entender que o tratamento da obesidade vai para além da perda de peso. É uma melhoria na qualidade de vida delas a curto e a longo prazo, porque tem muitas que já fazem uso de medicação para pressão, colesterol e triglicerídeos”, afirma.
“A gente trabalha com metas estabelecidas junto com o paciente. Nós perguntamos: é viável para você? Geralmente, são metas não tão difíceis como aumentar o consumo de água”, conta. Ela diz que, inclusive, a questão lúdica é trabalhada com a criança para incentivar o processo. “Às vezes, pedimos a ele: assina aqui comigo que é um contrato nosso. É uma forma dele se sentir responsável também”, completa.
Além dos hábitos alimentares, Pierre também vai precisar aumentar a frequência de exercícios físicos em busca da perda de peso. Por duas vezes na semana, ele pratica judô e, aos sábados, realiza meia hora de treinamento físico. “Agora ele tem que ter outra atividade para ajudar na perda de gordura [no fígado]. A mãe dele já disse que vai acompanhar para começar a fazer caminhada”, relata o pai.
Créditos
Clarice Nascimento, Repórter | Dahiana Araújo e Nícolas Paulino, Editores de DN Ceará | Fabiane de Paula, Produção Audiovisual | Igor Pontes, Arte/Animação | Karine Zaranza, Coordenadora de Jornalismo | G. André Melo, Gerente Audiovisual | Ívila Bessa, Gerente de Jornalismo | Gustavo Bortoli, Diretor de Jornalismo