Nos últimos dias, uma onda de boatos sobre um suposto “apagão global” no dia 17 de fevereiro ganhou força nas redes sociais. No entanto, o que realmente está previsto para a terça-feira de Carnaval é um fenômeno astronômico conhecido e calculado: um eclipse solar anular.
Diferente do que sugerem os rumores, o evento terá alcance restrito e não provocará quedas de energia ou impactos planetários.
O que é o eclipse solar anular?
Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol. O tipo anular acontece especificamente quando o satélite natural está em seu ponto mais distante da Terra. Devido a essa distância, a Lua parece menor no céu e não consegue bloquear completamente a visão da estrela, formando o que é conhecido como “anel de fogo” ou um disco escuro sobre um disco brilhante maior.
Onde o fenômeno poderá ser visto?
A visibilidade deste eclipse será bastante limitada. Apenas quem estiver na Antártida poderá observar a faixa de anularidade (o anel completo). Outras regiões terão apenas uma visão parcial e discreta do fenômeno:
Extremo sul da América do Sul: Em cidades como Ushuaia (Argentina) e Puerto Williams (Chile), apenas uma "minúscula fatia" do Sol (entre 1% e 3%) aparecerá encoberta.
Sul da África: Partes do continente africano também poderão observar o eclipse de forma parcial.
Vale destacar que o eclipse não será visível do Brasil. Além disso, nas áreas onde a observação parcial for possível, não haverá escurecimento significativo do céu nem mudanças bruscas na luminosidade.
Cuidados com a segurança
Mesmo que desta vez não seja possível ver aqui no país, especialistas reforçam que nunca se deve olhar diretamente para o Sol, mesmo durante um eclipse, pois isso pode causar queimaduras permanentes na retina. Para uma observação segura, as fontes orientam:
- Não utilize: Óculos escuros comuns ou chapas de raio-x, que não oferecem proteção suficiente.
- O que usar: Vidros ou filtros de soldador número 14, ou maior (padrão ISO 12312-2) ou métodos de observação indireta por projeção.
- Tempo de exposição: É recomendável alternar a observação com descanso, olhando por cerca de 10 segundos e descansando a vista por, no mínimo, um minuto.
Em resumo, o evento de 17 de fevereiro é apenas um fenômeno natural previsto pela ciência, sem qualquer relação com um "apagão" físico ou tecnológico global.