Fome e sede são as principais dificuldades enfrentadas pelas famílias que ficam às margens da BR-020 em busca da ajuda dos que trafegam naquela rodovia. A maioria dos pedintes estão com os filhos fora da escola e por isso não tem direito ao benefício federal do bolsa-escola. O dinheiro arrecadado durante o dia é a única fonte de renda para as mais de 60 famílias espalhadas ao longo dos 100 quilômetros de rodovia federal entre Canindé e Fortaleza.
Em busca de alternativas para o combate à pobreza nos Sertões de Canindé, uma comitiva da região está participando do II Encontro sobre Metodologias de Avaliação e Acompanhamento de Políticas de Combate à Pobreza, que iniciou ontem e encerra hoje, no auditório do Centro Administrativo do Banco do Nordeste, no Passaré.
A notícia do lançamento do Programa Fome Zero no Piauí, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reacendeu as esperanças dos que moram nas divisas da fome. “Agora com esse programa espero que nossa fome acabe”, sonha dona Maria de Jesus, uma das viúvas da seca. São mulheres que cuidam da família porque os maridos fugiram da fome e sede, dura realidade dos Sertões de Canindé, para o Sul deixando para trás filhos e esposas.
Dona Maria de Jesus acorda às 5 horas, e as únicas coisas que tem consigo é desespero, angústia, fome e incerteza de que seus quatro filhos farão algum tipo de refeição. Às 6 horas, ela sai de casa, deixa três dos quatro filhos, e segue para a BR-020 com um moringa de água de procedência duvidosa, adquirida no açude mais próximo. Indagada sobre o que espera do Programa Fome Zero, ela diz: “espero que o governo não deixe nenhuma família pobre do sertão morrer de fome”.
O nível de pobreza no Ceará, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu assustadoramente. Mais de um terço da população sobrevive com meio salário mínimo. Em situação pior estão as famílias do cinturão da fome dos Sertões de Canindé, onde muitos sobrevivem com R$ 15,00, R$ 30,00 ou R$ 45,00, dependendo do número de filhos matriculados e com freqüência diária na sala de aula, renda oriunda do bolsa-escola. Hoje, a miséria crônica e o subdesenvolvimento oprimem mais os sertanejos que a falta de chuvas.
Em busca de alternativas para o combate à pobreza nos Sertões de Canindé, uma comitiva da região está participando do II Encontro sobre Metodologias de Avaliação e Acompanhamento de Políticas de Combate à Pobreza, que iniciou ontem e encerra hoje, no auditório do Centro Administrativo do Banco do Nordeste, no Passaré.
A notícia do lançamento do Programa Fome Zero no Piauí, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reacendeu as esperanças dos que moram nas divisas da fome. “Agora com esse programa espero que nossa fome acabe”, sonha dona Maria de Jesus, uma das viúvas da seca. São mulheres que cuidam da família porque os maridos fugiram da fome e sede, dura realidade dos Sertões de Canindé, para o Sul deixando para trás filhos e esposas.
Dona Maria de Jesus acorda às 5 horas, e as únicas coisas que tem consigo é desespero, angústia, fome e incerteza de que seus quatro filhos farão algum tipo de refeição. Às 6 horas, ela sai de casa, deixa três dos quatro filhos, e segue para a BR-020 com um moringa de água de procedência duvidosa, adquirida no açude mais próximo. Indagada sobre o que espera do Programa Fome Zero, ela diz: “espero que o governo não deixe nenhuma família pobre do sertão morrer de fome”.
O nível de pobreza no Ceará, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu assustadoramente. Mais de um terço da população sobrevive com meio salário mínimo. Em situação pior estão as famílias do cinturão da fome dos Sertões de Canindé, onde muitos sobrevivem com R$ 15,00, R$ 30,00 ou R$ 45,00, dependendo do número de filhos matriculados e com freqüência diária na sala de aula, renda oriunda do bolsa-escola. Hoje, a miséria crônica e o subdesenvolvimento oprimem mais os sertanejos que a falta de chuvas.