Cristiane Vasconcelos
enviada a Itapajé
XXI Exposição Agropecuária de Itapajé (Expoita) encerrou, ontem à noite, com muito forró. Para o secretário de agricultura, Haroldo Mota, a exposição superou a edição anterior em público e negociações. Em cinco dias de Expoita, estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham circulado pelo parque de exposições da cidade.
Entre os animais expostos e julgados estavam ovinos, caprinos, bovinos, eqüinos, muares. Os produtores de todo o Ceará que participaram da feira acreditam que os negócios foram satisfatórios. Um grande diferencial que contribuiu para isso foi a liberação de mais de R$ 500 mil em recursos de Pronaf´s pelas instituições financeiras — Banco do Nordeste e do Brasil — que estavam de plantão no Evento. Como explica o secretário, foi estabelecido o critério para o recurso liberado ser gasto obrigatoriamente em negócio na Expoita, o que incrementou a venda de animais.
O produtor Roque Fonseca Mota foi um dos que comemoraram as boas vendas. Ele levou 95 ovinos e vendeu todos. Para ele, os novos critérios do Pronaf ajudou muito nesse sentido. “Quase todas as nossas vendas foram feitas pelo Pronaf”, disse. Roque Fonseca trouxe também bovinos da linhagem girolanda, de mais qualidade, e também conseguiu fechar alguns negócios, apesar do maior valor desses animais.
Além da comercialização, 120 animais foram julgados, resultando em 12 animais campeões na Exposição. Palestras sobre banana orgânica, ovinos, caprinos e bovinocultura leiteira também foram ofertadas para o público interessado. Fora os animais, várias outras atrações chamaram o interesse do público. Para os cozinheiros locais, um concurso de culinária escolheu as melhores especialidades da cozinha de Itapajé, como a melhor paçoca, lingüiça e o queijo.
Outro concurso diferente e que agradou, foi o de melhor sanfoneiro. Disputaram sete sanfoneiros, sendo seis de Itapajé. O ganhador levou uma sanfona de prêmio. Mas a atração mais visitada pelo público foi a Casa de Farinha e o engenho montado dentro do parque. Nele trabalhavam também produtores locais fazendo, durante toda a exposição, tapioca, rapaduras e caldo-de-cana, entre outras coisas, para venda. Além de comprar, o visitante podia entrar e conhecer o funcionamento das instalações.