Entidade resgata patrimônio cultural de Morada Nova

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
11 de Junho de 2005 - 21:44
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Legenda: FRANCISCO WILSON Raulino e sua equipe de trabalho do Cepam
Foto: Francisco Wilson Raulino

Nascido no Município de Morada Nova, residente em Fortaleza, mas trabalha em Sobral. Uma vida um tanto quanto atribulada, mas, mesmo assim, a força de vontade de tentar resgatar a cultura de sua cidade natal, fez com que o especialista em História do Ceará e em meio ambiente e cientista social, Francisco Wilson Raulino, de 46 anos, criasse no dia 15 de abril deste ano, a Organização Não-Governamental (ONG) Centro de Ensino e de Pesquisa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Ambiental de Morada Nova (Cepam).

O objetivo central da organização é resgatar o patrimônio cultural do local e desenvolver ações no segmento ambiental. “Eu percebi que o nosso patrimônio, de Morada Nova, estava abandonado, sem incentivo e resolvi, então, fundar o Cepam”, disse o presidente da entidade, Francisco Wilson.

Mesmo tendo sido criado há pouco tempo, o Cepam já colocou em prática algumas ações. O primeiro passo foi elaborar uma pesquisa junto com a comunidade. De acordo com Wilson, um questionário, com 50 perguntas, sobre meio ambiente e patrimônio cultural, está sendo aplicado nas escolas municipais e com a sociedade civil.

O prazo final da entrega das respostas é até 15 de junho. Após o recebimento da pesquisa, o Centro começará o trabalho de verificação dos resultados. : “A ONG tem diretórios e cada um tem três consultores: um educacional, um ambiental e um do patrimônio cultural. Os diretores de cada área vão repassar as informações e o consultor dará um parecer sobre os dados”, explicou o historiador. O resultado final será apresentado para a população na primeira semana do mês de agosto, durante a festa do Município.

Mesmo ainda sem as informações finais, a resposta dos moradores têm sido positiva: “tenho recebido muitas ligações, as pessoas estão gostando. Acho que estou promovendo um repensar da sociedade. A ONG está bem engajada nesse sentido”, comentou Wilson.

Ele também destacou como uma das primeiras lutas, a tentativa de revitalização da imagem do Cristo Redentor do Município: “Este Cristo Redentor é um ícone na cidade e está tomado pelas intervenções urbanas. Vamos tentar criar uma praça, tentar que o monumento seja tombado, dando, dessa forma, o devido valor à um patrimônio nosso. Desta luta, ninguém vai abrir mão”.

Outra bandeira de luta é a construção de um obelisco (monumento) em homenagem ao meio ambiente, às margens da Lagoa da Salina. A forma dele ainda não está definida, será estudada junto com um profissional.

Atualmente, o CEPAM está funcionando, em sede improvisada, em uma sala na Escola Municipal Perboiri Girão. Além de uma missão institucional, a entidade tem, inclusive um código de ética: “Contamos com o apoio da Prefeitura, mas vou buscar mais parcerias. Quero que a população entende que, não é só um compromisso nosso, mas precisamos de sua ajuda também”, ressaltou.

Evelane Barros
especial para o Regional